A Jumbo-Visma foi a equipa mais rápida no contrarrelógio da terceira etapa da Paris-Nice, em Dampierre-en-Burly, na distância de 32,2 quilómetros, concluindo com um tempo de 33:55 minutos, um segundo mais rápida do que a norte-americana EF Education-EasyPost e quatro do que a australiana Jayco AlUla, terceira.
O contrarrelógio coletivo teve regras invulgares que a organização da Paris-Nice instituiu para este exercício, após 30 anos em que não se disputou na corrida francesa. Assim, ao invés de contar o tempo do quarto elemento a cortar a meta, foi o do primeiro corredor e os demais também contabilizados individualmente.
💥💥💥 Magnus Cort secures the yellow jersey after a 2nd place finish in the team time trial on stage 3 of Paris-Nice. ⁰⁰An amazing ride by the team who missed out on the win by the narrowest of margins.
Tillykke, Magnus. pic.twitter.com/Ov3G96F1ZO— EF Pro Cycling (@EFprocycling) March 7, 2023
Por isso, com estranheza assistiu-se a Tadej Pogacar sprintar, sozinho, até à meta, deixando para trás os companheiros da UAE Team Emirates. O esloveno perdeu 23 segundos para os vencedores, ou seja, para o principal rival na prova, o dinamarquês Jonas Vingegaard, que assim não só anulou, como superou os 12 segundos que Pogacar averbara nos sprints bonificados das duas primeiras etapas.
🏁 @TamauPogi termine seul pour @TeamEmiratesUAE et prend le 2ème temps. 💪
🏁 @TamauPogi finishes alone for @TeamEmiratesUAE and sets the 2nd fastest time. 💪#ParisNice pic.twitter.com/odhwtHhFRA
— Paris-Nice (@ParisNice) March 7, 2023
🏁 @EFprocycling termine juste derrière @JumboVismaRoad avec @MagnusCort, qui va s'emparer du @MaillotjauneLCL ! 💛
🏁 @EFprocycling finishes just behind @JumboVismaRoad with @MagnusCort, who will take the yellow jersey! 💛#ParisNice pic.twitter.com/bxHhQZlF6n
— Paris-Nice (@ParisNice) March 7, 2023
Seguindo a mesma estratégia de corrida na EF Education-EasyPost, Magnus Cort também acelerou nos metros finais para ganhar o máximo de tempo possível e foi premiado por isso. Um segundo bastou para dar-lhe vantagem sobre o belga Nathan Van Hooydonck (Jumbo-Visma), segundo da geral, com o australiano Michael Matthews (Jayco AlUla) a subir a terceiro, a três segundos.
“Estou muito feliz por ter a camisola amarela. Não esperava vesti-la. Sonhamos sempre vencer, por isso… O contrarrelógio por equipas é uma disciplina muito difícil. Amanhã? Será um dia difícil, mas farei o possível para manter a camisola”, afirmou Magnus Cort Nielsen após a etapa.
O dinamarquês continua em alta, depois de ter ganho duas tiradas na Volta ao Algarve, no Alto da Fóia e em Tavira, tendo vestido a camisola amarela, que perdeu na penúltima etapa, no Malhão.
O principal perdedor, dentro do ‘top 10’, foi mesmo Pogacar, que, apesar de encurtar as perdas, caiu para 10.º, quando era segundo, embora esteja a apenas 14 segundos da camisola amarela e, mais importante, 11 segundos de Vingegaard.
🇫🇷 #ParisNice
Big applause for Jan, Edoardo, Nathan, Rohan, Olav, Tobias and Jonas. 😁👏🏻 pic.twitter.com/MnXYPOYKXl
— Team Jumbo-Visma cycling (@JumboVismaRoad) March 7, 2023
“É ótimo ter tantos homens fortes na nossa equipa. Estamos muito felizes com esta vitória, quero agradecer a todos. Não treinamos muito contrarrelógio coletivo, mas antes desta corrida fizemo-lo várias vezes”, explica Jonas Vingeggard. “Fomos muito rápidos e tudo correu bem. Mas esperávamos abrir uma vantagem maior sobre os nossos rivais…”, reconheceu o vencedor da Volta a Francça de 2022.
Por seu turno, Tadej Pogacar não estava descontente. “Continuo bem posicionado na geral. De facto, eles [Jumbo] foram muito rápidos. Sei que poderíamos ter feito um pouco melhor, mas estou satisfeito, porque todos deram o seu máximo”, disse.
“As circunstâncias não eram as ideais, só recebemos as bicicletas há uns dias e o Tim [Wellens] ainda está um pouco cansado da Strade Bianche, por isso não é tão mau. Estou mais tranquilo agora que esta etapa acabou, mas por outro lado estou um pouco mais pressionado porque estou em desvatagem na geral. Vamos continuar a lutar todos os dias” concluiu o líder da UAE Team Emirates.
A quarta etapa, esta quarta-feira, liga Saint-Amand-Montrond a La Loge des Gardes e conta com uma chegada em alto no fim de 164,7 quilómetros (subida de 6,7 km a 7,1%).
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