Filippo Ganna, duas vezes segundo classificado na Milão‑Sanremo, chega à edição de 2026 do primeiro Monumento da temporada com… maior ousadia: não ficar à espera da previsível iniciativa de Tadej Pogacar, primeiro na Cipressa e depois no Poggio.
Após fortes prestações no recente Tirreno‑Adriático, onde venceu o contrarrelógio na primeira etapa e impressionou também em dias mais exigentes, Ganna chega à prova em condição física sólida. A performance nos dias montanhosos da Corrida dos Dois Mares reforçou a confiança também da equipa, a INEOS Grenadiers, de que o italiano pode a preparar algo mais na ‘Primavera’ do que apenas em resistir a Pogacar e Mathieu Van der Poel e apostar no sprint final, em Sanremo.
O diretor desportivo da equipa britânica, Kurt‑Asle Arvesen, afirmou que a equipa está bem montada à volta de Ganna para alcançar um bom resultado na clássica italiana, mas sublinhou também o alto grau de imprevisibilidade da corrida.
Ao ser questionado sobre a sua estratégia, Ganna foi enigmático, sugerindo que não quer esperar pela subida tradicional do Poggio: “Talvez seja melhor encontrar algo mais cedo.” Essas declarações abrem a porta a uma possível ação antes da parte decisiva da corrida, seja na Cipressa ou noutros sectores estratégicos anteriores do percurso.
O italiano também recebeu elogios de um dos principais rivais, Van der Poel, que reconheceu o bom nível de forma de Ganna no Tirreno.
Com antagonistas como Tadej Pogacar e Van der Poel a serem os grandes favoritos, esse novo enfoque estratégico de Ganna promete tornar a edição de 2026 da Milano‑Sanremo ainda mais aberta e taticamente interessante. Ou então… será bluff.
Crédito da imagem: Ineos Grenadiers/X



