João Almeida critica duramente alguns dos seus colegas do pelotão em relação a questões de segurança. No podcast da Sigma Sports, o português explica que, embora a tecnologia das bicicletas e dos equipamentos, que promovem a velocidade, aumentendo o perigo, a verdadeira causa do elevado número de quedas é outra…

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“O principal problema é a atitude dos ciclistas”, afirma o segundo classificado da última Vuelta a Espanha. Segundo Almeida, instalou-se uma mentalidade no pelotão: os corredor mal consideram a sua própria segurança ou a dos outros. “Acho que há uma falta de respeito no pelotão. As pessoas não ligam muito às quedas. Não pensam muito na segurança. É essa a impressão que tenho.”

O ciclista da UAE Emirates XRG estabelece um paralelo com uma das suas paixões: competir em pista… com automóveis. “Adoro carros. Às vezes vou a autódromos e conduzo a 300 km/h sem bater. Tenho travões, posso travar quando quiser. Por isso, quando se está a andar de bicicleta de estrada a 70 km/h, basta travar um pouco antes. É apenas bom senso.”

Segundo Almeida, esse bom senso está em falta em parte do pelotão. “Se respeitar os outros e não quiser bater, travo antes. E depois podemos sempre atacar nas subidas. Mas essa não é claramente a mentalidade atual.”

O corredor de 27 anos também acredita que alguns ciclistas simplesmente não têm a técnica necessária. “Hoje em dia, seria uma boa ideia para alguns fazerem um percurso de curvas e descidas, para saberem o que estão a fazer. Porque se se anda mais rápido, também se precisa de mais controlo.”

Crédito da imagem: UAE Emirates/X

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