Se se confirmar esta terça-feira o anúncio da presença de Jonas Vingegaard na Volta a Itália, o Giro promete ganhar ainda mais emoção. O dinamarquês surge como o rival mais forte de João Almeida na luta pela tão desejada camisola rosa, a partir de 8 de maio.

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O português já foi confirmado, no mês passado, como líder da UAE Emirates-XRG para o Giro 2026, onde vai atrás do grande sonho: conquistar a primeira grande Volta da carreira. Depois do terceiro lugar em 2023 e do quarto na estreia em 2020, Almeida chega mais maduro, mais confiante e certamente inspirado pela forma como discutiu taco a taco com Vingegaard na última Vuelta a Espanha, onde terminou num brilhante segundo lugar.

“O objetivo para o Giro será vencê-lo, e farei tudo o que puder para que isso se torne uma realidade”, confessou João Almeida à La Gazzetta dello Sport. “Na Vuelta, há alguns meses, não havia grande diferença para o Vingegaard. Ele vinha do Tour e talvez não estivesse no seu melhor — mas eu também não. Tenho melhorado todos os anos e sinto que isso pode voltar a acontecer em 2026. Digo isto com realismo”, explicou o ciclista de 27 anos, com os pés bem assentes no chão e os olhos postos no topo.

Almeida sabe bem o que é sonhar de rosa. Em 2020, na sua primeira grande aventura como neoprofissional, liderou o Giro durante duas semanas inteiras, só perdendo a camisola no mítico Stelvio, na 18.ª etapa. Acabaria por chegar a Milão num notável quarto lugar.

“Foi uma experiência decisiva para mim», recorda. «Era jovem, tinha muito para aprender, e aquelas três semanas ensinaram-me imenso.”

Nos anos seguintes, o percurso continuou a construir-se passo a passo: sexto lugar em 2021, abandono forçado em 2022 por covid quando lutava pelo pódio, e um sólido terceiro lugar em 2023, apenas atrás de Primoz Roglic e Geraint Thomas.

Em 2024, João Almeida foi quarto classificado no Tour de França, trabalhando para o triunfo de Tadej Pogacar, e em 2025 viveu uma das melhores épocas da carreira, com vitórias nas Voltas ao País Basco, Romandia e Suíça. Resultados que convenceram a UAE a apostar nele como líder no Giro.

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Enquanto isso, Isaac del Toro, segundo no Giro de 2025, assumirá o papel de braço-direito de Pogacar nas montanhas do Tour deste ano.

Do outro lado estará Vingegaard, que se estreia no Giro em 2026 com um objetivo claro: juntar Itália ao seu palmarés de grandes Voltas. Resta perceber como a recente e abrupta retirada de Simon Yates irá mexer nas contas da Visma para as grandes corridas, ainda que o britânico não estivesse nos planos para defender o título.

Uma coisa é certa: o Giro 2026 promete emoções fortes — e João Almeida parece mais pronto do que nunca para agarrar o seu momento.

Crédito da imagem: UAE Team Emirates/X – https://x.com/TeamEmiratesUAE/status/2010348247592923435/photo/1

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