Apesar de uma época difícil marcada por doença, João Almeida reafirmou que a Vuelta a Espanha continua a ser o principal objetivo para a segunda metade da temporada. O ciclista português, que esteve afastado por mais de dois meses, abandonou o Tour Auvergne-Rhône-Alpes antes da sétima etapa, mas mostra-se confiante na sua recuperação para regressar ao melhor nível.
O regresso à competição no Tour Auvergne-Rhône-Alpes foi complicado para Almeida, que procurava ganhar ritmo após uma primavera interrompida por um vírus contraído em março, que o forçou a falhar o Giro de Itália.
Os resultados em França refletiram a falta de treino e competição. Longe dos primeiros lugares da geral, Almeida perdeu tempo significativo na primeira etapa de montanha, levando a UAE Emirates-XRG a anunciar o seu abandono precoce da prova para continuar a preparação em casa.
Apesar das dificuldades, o ciclista de 27 anos mantém o otimismo. “Foi difícil, como esperado para o meu regresso. Sabia que a minha condição física não era a melhor. Mas o bom é que agora me sinto bem na bicicleta. Só me falta a condição. Sinto que estou a recuperar bem dia após dia e isso é um sinal muito positivo”, afirmou.
Almeida admitiu que já sentia que algo não estava bem antes do diagnóstico. “Durante vários dias senti-me muito abaixo do meu nível normal. Não conseguia atingir os meus números habituais e percebi que algo não estava certo. Felizmente, acabámos por identificar o problema e seguimos o tratamento adequado.”
Assim, o calendário de João Almeida para o resto da época deverá manter-se como planeado. “O calendário para a segunda parte da minha temporada deve permanecer o mesmo que planeámos originalmente. Portanto, San Sebastián, Burgos e a Vuelta. Também participarei nos Campeonatos do Mundo”, revelou.
Com o foco na Vuelta, onde foi segundo classificado no ano passado, a ambição é clara. “Sim, vencer a Vuelta é o objetivo e penso que é possível. Gostaria de melhorar o segundo lugar do ano passado. Terminar em terceiro ou no top cinco já não me dá satisfação”, concluiu o ciclista português.

