A 48ª Clássica Bruges-La Panne terminou, como previsto, com um poderoso sprint entre alguns dos melhores velocistas do WorldTour. E ao final dos 198,9 quilómetros de uma corrida aborrecida, a vitória sorriu, como no ano passado, a Jasper Philipsen!
O belga da Alpecin-Deceuninck, recente vencedor da Milão-Sanremo, aproveitou essa motivação, impondo-se após um sprint tempestuoso. Ombro a ombro com Tim Merlier (Soudal Quick-Step), Philipsen aplicou toda a sua velocidade que o faz o melhor velocista da atualidade, para vencer o seu compatriota. Danny van Poppel (BORA-hansgrohe) ficou em terceiro.
For the second year in a row, @JasperPhilipsen wins the Classic Brugge-De Panne. He beats Tim Merlier in a bunch sprint!#ClassicBruggeDePanne #BruggeDePanne pic.twitter.com/9ySV53lx1f
— Classic Brugge-De Panne (@bruggedepanne) March 20, 2024
O último quilómetro era muito sinuoso e uma grande queda não surpreendeu, cortando o pelotão em dois. A luta pelo posicionamento foi intensa e Danny van Poppel foi o primeiro a lançar o sprint.
Jasper Philipsen tenta passá-lo para a esquerda, mas é apertado, ombro a ombro, por Tim Merlier. Os dois belgas tocam-se e não estão longe de cair. Milagrosamente, conseguem manter-se nas bicicletas…
Jasper Philipsen comentou o incidente com Merlier após a corrida. “Consegui recuperar posições e estava na roda de Merlier. É a melhor roda que se pode ter. Van Poppel então assumiu a liderança e eu queria ir para a esquerda, mas entrei em contato com Tim Merlier. Felizmente, consegui evitar a tempo que algo acontecesse e ainda conseguimos fazer um bom sprint. Nestes sprints, temos de a manter a cabeça fria e tomar a decisão certa. Quando estamos frescos, é mais fácil”.
Vencedor de duas clássicas do WordTour no espaço de quatro dias, Philipsen diz que “talvez” esteja “na melhor forma de sempre”.
“Foi um bom trabalho em equipa, porque todos estavam cheio de energia no final. Às vezes é uma lotaria”, continuou o belga.
“Espero conseguir mais uma grande vitória nesta primavera, porque só há corridas importantes pela frente. Já obtive um grande sucesso [Milão-Sanremo], por isso o que vier será a cereja no topo do bolo. Não se precisa de estar a 110% para vencer, por vezes precisamos de sorte e boas pernas nesse dia”, concluiu Philipsen.
Os dois portugueses da UAE Emirates terminaram inseridos no pelotão, nas seguintes posições: António Morgado na 53ª e Ivo Oliveira na 64ª. Ambos seguem agora para a Gent-Wevelgem, no dia 24.
Crédito da imagem: Mihai Simion Twitter – https://twitter.com/faustocoppi60/status/1770484206738489570/photo/1




