A montanha vai ser a grande protagonista do Giro de Itália 2027! O percurso da 110.ª edição da famosa corrida italiana foi apresentado em Roma e promete três semanas de puro espetáculo, com subidas históricas, desafios exigentes e alguns dos cenários mais emblemáticos do ciclismo mundial.
Entre 8 e 30 de maio, os ciclistas vão enfrentar 3418 quilómetros e uns impressionantes 50.250 metros de desnível positivo, numa aventura que começa em Trieste e termina em grande estilo, em Roma. Pelo caminho, não vão faltar desafios de peso, com passagens pelo Monte Zoncolan, Mortirolo e Passo di Gavia.
O percurso, desenhado pela RCS Sport, conta com dois contrarrelógios, oito chegadas em alto, cinco etapas ideais para os sprinters e sete finais seletivos, onde as diferenças entre os favoritos podem começar a aparecer.
The wait is over.
Here’s the 2027 Giro d’Italia! 🩷L’attesa è finita.
Ecco il Giro d’Italia 2027! 🩷#GirodItalia #TheRoute https://t.co/Q1GScBovq5
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«Queríamos criar um percurso do Giro para ciclistas a sério, com subidas icónicas, com subidas lendárias», destacou Luca Guercilena, diretor da prova. O responsável explicou ainda que algumas etapas passam pelas mesmas subidas e locais para permitir que os adeptos acompanhem a corrida mais vezes e tenham ainda mais motivos para vibrar.
Depois do domínio de Jonas Vingegaard (Visma | Lease a Bike) na edição de 2026, fica no ar uma das grandes questões: será que o dinamarquês vai regressar para defender a maglia rosa? Ou os dois contrarrelógios vão despertar o interesse de outros candidatos às grandes Voltas, como Remco Evenepoel ou Paul Seixas?
Uma primeira semana sem tempo para respirar
A festa começa na região de Friuli-Venezia Giulia, que garantiu a partida do Giro através de um acordo de cerca de 10 milhões de euros com a RCS Sport. O arranque inclui uma passagem pela Eslovénia logo no primeiro dia, seguindo-se uma segunda etapa entre Ljubljana e Koper. O acordo foi partilhado entre as duas regiões e contempla ainda uma etapa de montanha no mítico Zoncolan.
Mas os candidatos à classificação geral não vão ter de esperar muito para sentir as pernas a arder! A quinta etapa apresenta o primeiro grande teste, com partida em Filottrano, terra natal de Michele Scarponi, e chegada a Sassotetto. São 139 quilómetros, 3300 metros de desnível acumulado e uma subida final de 13,1 quilómetros, com uma inclinação média de 7,4%.
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Na sétima etapa, há mais uma novidade para os amantes da luta contra o cronómetro: está de regresso a crono-escalada! Serão 19,6 quilómetros entre o planalto de Sulmona e a estância de esqui de Campo di Giove, com uma inclinação média de aproximadamente 4,4% e rampas que chegam aos 9%. Um desafio que poderá favorecer especialistas como Evenepoel perante trepadores puros como Vingegaard.
Hey, we’ve got a date. 🩷🇮🇹 21 stages. A whole country to cross. And 110 editions of Giro d’Italia history behind us. The route is set. See you in 2027! 🔥
Hey, abbiamo un appuntamento. 🩷🇮🇹 21 tappe. Un Paese intero da attraversare. E 110 edizioni di storia del Giro d’Italia alle spalle. Il percorso è tracciato. Ci vediamo nel 2027! 🔥
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E a primeira semana termina com mais um prato forte: uma chegada em alto ao Monte Livata, com uma subida de 13,9 quilómetros e os primeiros três a uma inclinação média de 10%. Nada mau para fechar os primeiros dias de competição!
Contrarrelógio, montanha e muitos ataques
Na segunda semana, a emoção continua! A 12.ª etapa termina em Zum Zeri, numa subida de 8,4 quilómetros a 8,7%, com os últimos 2,4 quilómetros acima dos 10% de inclinação. Ou seja, terreno perfeito para ataques e para começar a mexer com a classificação geral.
Duas etapas depois chega o segundo contrarrelógio, desta vez totalmente plano. Serão 37,3 quilómetros entre Monza e o centro de Milão, uma oportunidade de ouro para os especialistas contra o cronómetro ganharem tempo aos principais trepadores.
Uma última semana de cortar a respiração
Se alguém pensa que o melhor fica para trás, está muito enganado! A terceira semana promete ser decisiva e trazer alguns dos maiores desafios de toda a corrida.
O pelotão vai reencontrar subidas históricas como o Passo del Mortirolo e Madonna di Campiglio, antes de enfrentar o temível Monte Zoncolan. São nomes que dispensam apresentações e que prometem deixar marcas nas pernas e na classificação geral.
Depois de tanta montanha e milhares de quilómetros percorridos, a aventura termina em Roma. A consagração final terá lugar num circuito urbano desenhado em redor de dois dos monumentos mais emblemáticos da capital italiana: o Coliseu e o Circo Massimo.

