Finn Fisher-Black não poupou elogios (nem um certo ar de “todos sabemos como isto funciona”) ao falar do seu antigo colega de equipa, Tadej Pogacar. O neozelandês tornou-se profissional aos 20 anos, entrou na UAE Team Emirates no verão de 2021 — depois de um estágio formativo na Jumbo-Visma Development — e, após três anos e meio no deserto dourado do WorldTour, decidiu mudar de ares para a Red Bull–BORA–hansgrohe, onde correu em 2025 e tem contrato por mais um ano. 

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Em entrevista ao podcast Domestic Hotseat, Fisher-Black explicou como é ‘dividir balneário’ com Pogacar — basicamente, não há espaço para dúvidas:  “Quando o Tadej corre, há um líder. Um só. E toda a gente sabe quem é.” 

Segundo ele, a equipa funciona com uma hierarquia bem definida — o que é ótimo para o ambiente, já que se pedala rodeado de super-estrelas, mas pode virar uma pequena roleta russa nas grandes Voltas. 

“No ciclismo, convém manter a calma, porque quase tudo pode correr mal”, explicou, num tom muito zen. “E o Pogacar é absurdamente bom nisso. Parece que nunca tem um dia mau. Cai, alguém ataca, algo inesperado acontece… e ele adapta-se em modo automático.”

Fisher-Black também deixou claro que a fama de Pogacar já saiu há muito do pelotão: “Muita gente ainda não percebe o tamanho dele hoje. No Canadá, parar num café era um exercício logístico — tínhamos de fazer uma espécie de cordão de segurança para ele conseguir pagar. Talvez isso já comece a cansá-lo. Ele já é maior do que o próprio ciclismo.” 

Ainda assim, o neozelandês fez questão de lembrar que, no fim do dia, os extraterrestres do pelotão também comem massa como toda a gente:
“Também corri com o Jonas Vingegaard antes de ele explodir e ganhar o Tour. São tipos normais. E isso é o mais importante. Jantas com eles e percebes que, afinal, continuam a ser só… tipos normais.” 

Por fim, Fisher-Black comentou a chegada de Remco Evenepoel à sua atual equipa, com honestidade quase desconcertante: “Sinceramente, não o conheço muito bem.” 

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Ainda assim, garantiu estar entusiasmado: “Pelo que vi no pelotão, ele é fortíssimo. Entre ele e o Florian Lipowitz, ainda não sei como a equipa vai jogar o Tour — se ambos vão à geral ou se cada um terá a sua missão. Mas uma coisa é certa: há talento de sobra para sonhar alto.” 

Crédito da imagem: Instagram/Finn Fisher-Black – https://www.instagram.com/p/DExwCGozpeq/

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