A UAE Emirates-XRG apresentou uma composição renovada para a clássica Milão–Sanremo, em apoio a Tadej Pogacar na luta por um dos dois Monumentos que o esloveno ainda não conquistou.
Apenas Isaac del Toro e Domen Novak transitam da edição anterior. A ausência de vários nomes experientes — alguns devido a problemas físicos, como Jhonatan Narváez e Tim Wellens — obrigou a equipa dos Emirados a reinventar-se para esta prova de mais de 290 quilómetros.
O jovem mexicano surge como a peça-chave no apoio a Pogacar. Depois de exibições recentes de grande nível, assume o papel de principal aliado do esloveno nas fases decisivas da corrida, nomeadamente nas subidas da Cipressa e do Poggio, onde tradicionalmente se decide a corrida.
Esta aposta indica uma mudança clara na abordagem: menos controlo e mais agressividade.
Sem o habitual bloco forte para controlar o pelotão, a UAE deverá optar por uma corrida ofensiva desde cedo. O objectivo passa por eliminar os sprinters e isolar rivais directos, como Mathieu van der Poel, antes da subida final.
Pogacar já demonstrou em edições anteriores que precisa de atacar de longe para ter hipóteses reais de vencer em Sanremo — uma clássica historicamente favorável a corredores rápidos.
A estratégia acarreta riscos evidentes. Com menos profundidade no colectivo, a equipa fica mais dependente do líder e tem poucas alternativas caso o plano ofensivo falhe. Ainda assim, trata-se de uma aposta coerente com as características do corredor esloveno: explosivo, ofensivo e pouco dado a decisões em sprint.
A Milão–Sanremo continua a ser uma das poucas grandes clássicas que faltam no palmarés de Pogacar. A composição agora apresentada demonstra que a UAE está disposta a arriscar para finalmente conquistar a “Classicissima”.
Resta saber se a ousadia será suficiente para contrariar a lógica de uma prova onde a paciência e o timing costumam fazer toda a diferença.
Crédito da imagem: UAE Emirates/X



