Davide Piganzoli conquistou o Giro dell’Emilia, coroando com êxito a estratégia irrepreensível da Visma | Lease a Bike no mítico topo de San Luca. A formação neerlandesa controlou os momentos decisivos da corrida e colocou ainda Ben Tulett no quarto posto e Matteo Jorgenson no quinto lugar. O britânico Tom Pidcock (Pinarello Q36.5) repetiu a segunda posição alcançada no ano passado, terminando imediatamente à frente do compatriota Oscar Onley (Netcompany INEOS).
O português Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) foi 30.º classificado, a 3.30 minutos do vencedor.
A corrida, que abriu a semana de clássicas italianas rumo à Volta a Lombardia, começou a desenhar-se com uma fuga de oito corredores, na qual constavam Amanuel Ghebreigzabhier (Lidl-Trek) e Adne Holter (Uno-X Mobility). A cerca de 40 quilómetros da meta, no início da primeira passagem por San Luca, os fugitivos foram alcançados. Daí resultou um contra-ataque composto por Pello Bilbao, Quentin Pacher, Andrew August e Luke Plapp. Uma volta e meia depois, o pelotão dos favoritos voltou a juntar-se, já com a seleção natural devidamente operada.
A Visma | Lease a Bike assumiu então o comando e endureceu o ritmo com uma aceleração de Davide Piganzoli, secundada por um ataque de Matteo Jorgenson. O norte-americano foi perseguido pelo compatriota Brandon McNulty, que estreava a camisola de campeão do mundo. Pouco depois, uma investida vigorosa de Ben Healy selecionou um grupo de seis elementos na frente: Healy, McNulty, Jorgenson, Adam Yates, Oscar Onley e Tom Pidcock.
Na aproximação à penúltima subida a San Luca, outros corredores, como Thymen Arensman, conseguiram reintegrar o grupo. Contudo, nas primeiras rampas, Jorgenson, Onley e Healy desferiram nova ofensiva. Após o alto, Pidcock e Piganzoli fizeram a ponte para a dianteira, enquanto McNulty perdeu o contacto. No planalto subsequente, Jorgenson tentou isolar-se sem sucesso, mantendo-se cinco corredores juntos até à descida.
Foi precisamente nesse troço a descer que Piganzoli aproveitou a hesitação dos rivais para ganhar uma margem preciosa. Face à falta de entendimento na perseguição, o ciclista italiano entrou na subida final isolado e com cerca de 20 segundos de avanço à entrada do último quilómetro. Tom Pidcock liderou a resposta e desferiu um ataque nos metros finais, reduzindo a diferença, mas não conseguiu impedir a vitória a solo de Piganzoli, que ergueu os braços no topo de San Luca.

