Há um novo mini-documentário sobre Mathieu van der Poel, no YouTube, com patrocínio da Shimano.

PUB

Intitulado “This is Home”, o vídeo afasta-se do registo habitual de competição para mostrar um lado menos visível do ciclista neerlandês: o ambiente onde treina, as rotinas do dia a dia e os locais que continuam a influenciar a sua forma de pedalar.

O filme acompanha van der Poel em zonas que considera casa, nomeadamente nos arredores de Antuérpia, na Bélgica, e em Moraira, em Espanha. São locais onde acumula quilómetros fora do foco mediático, repetindo subidas, percursos e ritmos que fazem parte da sua preparação.

Além do treino, a curta-metragem inclui também momentos fora da bicicleta, com a presença da sua namorada, Roxanne Bertels, e da cadela Lola, oferecendo uma perspetiva mais próxima da vida pessoal do atleta.

“This is Home” surge numa fase importante da temporada, poucos dias antes da Paris-Roubaix 2026, corrida que van der Poel procura continuar a vencer (agora que Pogacar tem o mesmo objetivo…).

Este filme faz parte da série “This is Home”, desenvolvida pela produtora Anthill Films, responsável por várias produções ligadas ao ciclismo e desportos de ação.

A série já contou com outros nomes conhecidos, como Jackson Goldstone e Tahnée Seagrave, seguindo sempre a mesma abordagem: mostrar o lado mais pessoal dos atletas e o contexto onde desenvolvem a sua prática.

PUB
Cube Litening Air

No caso de van der Poel, esse contexto está fortemente ligado à repetição, à familiaridade com o terreno e a uma relação próxima com os locais onde treina.

E aqui está a entrevista concedida por MvdP à Shimano por altura da produção do documentário:

Porque decidiste permitir à SHIMANO este nível de acesso à tua vida, às tuas casas, amigos e família?

Sentimos que era o momento certo para mostrar uma imagem mais completa de quem eu sou. Como atleta, mas também como pessoa. A Shimano abordou isto de uma forma respeitosa, o que nos deu confiança para abrir um pouco mais do que é habitual.

Já tinhas concedido este nível de acesso a equipas de filmagem antes?

Não a este nível. Sou, por norma, bastante protetor do meu ambiente privado, por isso foi uma decisão ponderada. Mas a Shimano e eu — e também a equipa — temos uma longa relação, o que fez com que parecesse a decisão certa.

O facto de continuares a ter casa em Antuérpia — e de pedalares nas mesmas estradas há anos — ajuda-te a manter os pés assentes na terra?

Sim, ajuda. Estar num ambiente familiar e manter rotinas simples ajuda-me a manter o foco e o equilíbrio ao longo de uma época longa e exigente. Mas o mesmo acontece com a nossa “base” em Espanha, onde consigo desligar e recuperar melhor, muitas vezes com melhores condições meteorológicas.

Pedalas com Shimano desde o início da tua carreira; de que forma essa consistência ao nível do equipamento contribui para o estilo de condução “instintivo” que vemos no filme?

A consistência ajuda-te a confiar totalmente no teu equipamento, e isso permite-te focar completamente na corrida. A este nível, esse tipo de confiança é fundamental para tomar decisões rápidas e instintivas.

Qual é a coisa sobre o “verdadeiro” Mathieu que achas que pode surpreender os fãs ao verem o filme?

Provavelmente o quão normal tudo é nos bastidores. Há muita rotina, mas também uma ligação muito próxima com a minha família, mesmo que não estejamos juntos tantas vezes.

Como foi o processo de filmagem?

Foi bastante natural. A equipa integrou-se bem no ambiente e manteve um perfil discreto, o que facilitou manter o foco no treino e na competição. Tudo foi tratado com muito respeito, como eu esperava.

Estás satisfeito com o resultado final do filme? Porquê?

Estou muito satisfeito com o resultado. Mostra uma visão honesta sem complicar demasiado as coisas, o que é importante para mim. Também fiquei impressionado com a qualidade da produção no geral: a imagem, o som, a forma como tudo se junta. A equipa pode estar orgulhosa do que criou.