O antigo corredor profissional Philippe Saudé, companheiro de equipa de Laurent Fignon na equipa Renault, diz que os desempenhos de Tadej Pogacar, como os que o esloveno demonstrou no Giro, esmagando a concorrência e mostrando uma facilidade impressionante em esforço, se devem a dopagem…
“Ele não fica cansado, sobe a sorrir”, disse o francês à RMC, que justifica. “Eu vi-o nas mesmas subidas que também subi. É incrível o que Pogacar fez. Ele não está a acusar qualquer cansaço, sobe a sorrir. Em breve teremos de colocar fardos de palha nas curvas das subidas, como se faz nas descidas, em caso de despiste a alta velocidade”.
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Saudé socorre-se de todos os argumentos para sustentar a sua opinião. “O doping existe desde o início dos tempos, mas estes não são os mesmos produtos que se usavam no meu tempo”, continua o francês. “E o que acontecerá nos próximos anos é assustador”, antevê.
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Philippe Saudé não é o primeiro a expressar dúvidas sobre as exibições de Tadej Pogacar. O ex-treinador da equipa Festina, Antoine Vayer, que questionara o desempenho do neerlandês Bauke Mollema há oito anos, também se referiu agora às proezas do recente vencedor do Giro. “É extra-humano”, definiu o francês.
“Os melhores corredores do mundo, que não Pogacar, debitam 10-15% menos watts do que ele, já nem sequer tentam acompanhá-lo. Se não formos cúmplices ou intelectualmente desonestos, e se formos claros, compreenderemos a extensão do engano subjacente que conhecemos muito bem neste desporto”, conclui Vayer.
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