O percurso da 110.ª edição da Volta a Itália foi oficialmente revelado esta terça-feira. Com partida agendada para Trieste a 8 de maio e consagração em Roma no dia 30 de maio, a Corsa Rosa totaliza 3.418,9 quilómetros e 50.250 metros de desnível acumulado, num traçado equilibrado que integra oito chegadas em alto e 56,9 quilómetros de contrarrelógio divididos por duas etapas.
Com a Grande Partenza em Trieste e uma incursão precoce pela vizinha Eslovénia, o novo diretor de corrida da prova italiana, Luca Guercilena, não escondeu o entusiasmo perante a possibilidade de contar com a presença de Tadej Pogacar, vencedor do Giro em 2024.
“O Tadej é a estrela da modalidade neste momento. Como é óbvio, adoraríamos vê-lo no Giro. A etapa na Eslovénia foi incluída a pensar nos adeptos eslovenos. A Eslovénia está a produzir grandes ciclistas nesta altura, pelo que pareceu correto visitar a Eslovénia em 2027. Se Pogacar decidir correr o Giro, será muito bem-vindo”, afirmou o responsável.
Embora o esloveno seja apontado como mais inclinado a procurar a redenção na Vuelta a Espanha em paralelo com a tentativa de conquistar o sexto título na Volta a França, nomes como Remco Evenepoel, Paul Seixas e Isaac del Toro deixaram a porta aberta para marcarem presença em Itália no próximo mês de maio.
“Esperamos atrair alguns dos maiores nomes do pelotão. Esperamos que etapas icónicas, como aquela que sobe o Mortirolo duas vezes e o Gavia, além do final no Zoncolan, inspirem os corredores e façam com que queiram ter etapas lendárias como estas no seu palmarés”, sublinhou o dirigente.
Guercilena, que assumiu a direção do Giro em setembro após vários anos como diretor-geral da Lidl-Trek, destacou ao jornal La Gazzetta dello Sport a mudança de perspetiva que a nova função acarreta: “Depois de anos a estudar o percurso do Giro para tentar perceber como vencê-lo enquanto responsável de equipa, agora utilizo a minha experiência para compreender como torná-lo numa corrida melhor.”
O desenho da corrida reserva ainda um contrarrelógio totalmente plano de 37,3 quilómetros, a ligar Monza a Milão, desenhado à medida dos especialistas para recuperarem terreno face aos rivais da montanha.
“Considero que é um percurso muito equilibrado, entre as etapas de montanha mais duras e as tiradas mais acessíveis. Isso significa que todos os ciclistas têm a oportunidade de ganhar tempo aos adversários diretos da classificação geral nalgum momento da corrida”, rematou.
As grandes decisões ficarão guardadas para a terceira semana de competição, marcada pela 16.ª etapa com a dupla passagem pelo Mortirolo e a subida ao Passo Gavia, antes das chegadas ao topo em Madonna di Campiglio e no Monte Zoncolan.

