O traçado da Volta a França de 2027 foi revelado e trouxe excelentes notícias para Remco Evenepoel e a Red Bull-Bora-Hansgrohe. Com cerca de 71 quilómetros de contrarrelógio individual – a extensão mais elevada na prova desde a vitória de Bradley Wiggins em 2012 -, o belga ganha motivos redobrados para sonhar com o triunfo na classificação geral.

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O percurso conta com dois testes individuais contra o cronómetro: o primeiro na 7.ª etapa, com 38 km através do Loire Vally, e o segundo na 16.ª tirada, com 33 km em redor de Toulouse. Recorde-se que Evenepoel, que conquistou recentemente o quarto título mundial consecutivo na disciplina, venceu todos os contrarrelógios individuais planos nas suas três participações na Grande Boucle e terminou este ano no segundo lugar da geral, atrás de Tadej Pogacar.

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Ralph Denk, responsável máximo da Red Bull-Bora-Hansgrohe, não escondeu o agrado pelo traçado em declarações ao VTM Nieuws: “Ele é o melhor contrarrelogista da atualidade, o campeão do mundo, e certamente ficará feliz por termos dois contrarrelógios aqui. São mais de 70 quilómetros no total, por isso penso que não ficará descontente.”

Apesar de o desnível acumulado em 2027 ser semelhante ao da edição deste ano, a alta montanha surge mais tarde e as subidas estão repartidas por etapas mais explosivas. Ainda assim, Denk recusa a ideia de facilidades, sublinhando a dureza da 18.ª etapa com chegada ao Col du Portet, que totaliza 5.400 metros de desnível positivo.

“Vejo isto de forma um pouco diferente porque temos uma etapa com mais de 5.000 metros de acumulado. É super dura. Vamos analisar e avaliar em detalhe, mas não vou confirmar que este seja um Tour fácil”, alertou o dirigente, completando: “No entanto, é um traçado muito bonito e diria bastante homogéneo, com muitas oportunidades para sprinters, algumas etapas explosivas e três chegadas em alto. Há terreno para todo o tipo de ciclistas.”

A abundância de quilómetros de contrarrelógio poderá igualmente afastar o belga da Volta a Itália. Antes da Volta à Lombardia, Evenepoel admitira estar aberto a alinhar no Giro em 2027, mas o figurino desenhado para França reforça o foco total no Tour. Em 2026, partilhou a liderança na prova francesa com Florian Lipowitz, enquanto Jai Hindley e Giulio Pellizzari lideraram a formação no Giro.

A confiança da formação alemã foi igualmente reforçada por Zak Dempster, diretor desportivo da equipa: “O longo contrarrelógio individual no final da primeira semana oferece-nos uma excelente oportunidade para deixar uma marca desde cedo. Isso pode ser crucial antes de entrarmos nos Alpes na segunda semana.”

“O segundo contrarrelógio é outro ponto alto deste percurso. Saudamos o regresso de mais quilómetros de contrarrelógio individual, pois isto acrescenta uma nova dimensão à corrida e torna a luta pela amarela ainda mais aberta e emocionante. No geral, é um percurso que favorece os nossos pontos fortes e dá-nos todos os motivos para apontar à camisola amarela”, concluiu Dempster.