A União Europeia de Ciclismo (UEC) emitiu um esclarecimento detalhado sobre o funcionamento da tecnologia de foto-finish. A tomada de posição do organismo surge na sequência das dúvidas manifestadas por Giulio Ciccone quanto ao desfecho da prova de fundo dos Campeonatos da Europa, disputada no domingo, na Eslovénia.

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Remco Evenepoel sagrou-se campeão europeu ao bater o italiano num sprint a dois decidido por escassos milésimos de segundo. O veredito oficial demorou vários minutos a ser confirmado, o que motivou a incompreensão de Ciccone. O italiano pediu inclusivamente para ver uma imagem da “linha de meta”, alegando não conseguir entender o resultado.

Perante o descontentamento do corredor transalpino, a UEC explicou o processo técnico de validação: “O sistema de foto-finish utilizado nos Campeonatos da Europa regista a linha de meta 13 000 vezes por segundo, o que permite determinar a ordem de chegada com uma precisão extrema, mesmo em caso de diferenças mínimas.”

A entidade salientou ainda que uma foto-finish não corresponde a uma fotografia tradicional. “A imagem final é composta pela sequência cronológica das capturas realizadas sobre a linha de meta. Por esta razão, o eixo horizontal representa o tempo e não a distância”, sublinhou a UEC, justificando que eventuais deformações visíveis nas rodas ou nas bicicletas não comprometem a fiabilidade da decisão.

Por fim, a federação europeia fez questão de recordar a regra basilar para desatar estes empates: “No ciclismo, o ponto de referência decisivo é a parte dianteira da roda da frente no momento preciso em que cruza a linha de meta.”

Em jeito de encerramento do processo, o organismo garantiu que “não fará qualquer declaração adicional sobre o assunto”.

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