A neerlandesa Demi Vollering, principal nome do ciclismo feminino da atualidade, sagrou-se campeã mundial de fundo em Montreal, conquistando um dos poucos grandes títulos que ainda faltavam no palmarés.

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Considerada a grande favorita à vitória, a corredora de 29 anos confirmou o estatuto ao bater ao sprint a polaca Kasia Niewiadoma. Ambas concluíram os 180,4 quilómetros do percurso entre Brossard e Montreal com o mesmo tempo.

Com este triunfo, Vollering alcança a prestigiada Tripla Coroa, juntando o título mundial às vitórias no Tour e no Giro, das quais é a atual campeã. Apenas a sua compatriota Annemiek van Vleuten tinha conseguido tal feito, em 2022.

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«Ainda não consigo acreditar», confessou uma emocionada Vollering no final da prova. A nova campeã mundial destacou o esforço para atingir este objetivo e agradeceu o trabalho das suas colegas de seleção. «Trabalhei tanto para alcançar este objetivo», afirmou.

A experiente italiana Elisa Longo Borghini garantiu a medalha de bronze, a sua quarta em Mundiais, ao cortar a meta quatro segundos depois da vencedora. A suíça Marlen Reusser, bicampeã mundial de contrarrelógio, ficou perto do pódio, terminando na quarta posição, a oito segundos.

A prova foi marcada por uma jornada de grande incerteza para Vollering. A neerlandesa atacou a cerca de 38 quilómetros do fim, mas foi alcançada a menos de 16 quilómetros da meta por um grupo que incluía Niewiadoma, Reusser, a francesa Juliette Berthet e Longo Borghini. A italiana ainda tentou isolar-se, mas acabou por ceder fisicamente, sendo ultrapassada por Vollering e Niewiadoma.

Nos quilómetros finais, a polaca tentou a sua sorte a solo, mas não conseguiu distanciar-se da neerlandesa, que geriu o esforço e lançou o sprint no momento decisivo para selar a vitória. Com este título, a Vollering, que já venceu cinco grandes Voltas, acrescenta mais um feito a um currículo notável, faltando-lhe agora apenas uma medalha olímpica.

A participação portuguesa não terminou da melhor forma, com Daniela Campos, Raquel Queirós e Beatriz Roxo a não concluírem a corrida. Daniela Campos esteve envolvida numa queda grave a menos de 95 quilómetros da meta, que afetou também a então campeã mundial, a canadiana Magdeleine Vallières, e a sueca Caroline Andersson, que teve de ser transportada para o hospital.