Sete semanas depois de ter sido forçado a abandonar o Tour de França devido a uma queda, Florian Lipowitz está pronto para regressar à competição. O ciclista alemão da Red Bull-BORA-hansgrohe fraturou a clavícula durante o contrarrelógio individual da 16.ª etapa, quando ocupava um promissor quinto lugar na classificação geral.
Recorde-se que, no momento do acidente, Lipowitz encontrava-se a apenas 50 segundos do terceiro classificado, o mexicano Isaac Del Toro (UAE Emirates-XRG). O diagnóstico de fratura da clavícula obrigou a uma intervenção cirúrgica, após a qual o ciclista de 25 anos iniciou a sua recuperação no início de agosto no Red Bull Athletic Performance Centre (APC), retomando gradualmente os treinos em rolo.
A Red Bull-BORA-hansgrohe já confirmou que o alemão está totalmente recuperado e que o regresso está marcado para 9 de setembro, no Giro della Toscana, em Itália.
Lipowitz mostra-se ansioso, mas cauteloso. “Mais do que tudo, estou ansioso por voltar a colocar um dorsal e a competir. Depois de sete semanas sem competição, não consigo saber exatamente em que ponto estou”, admitiu, sublinhando que o foco inicial não estará nos resultados. “Para mim, estas primeiras corridas não serão uma questão de resultados. Quero ver como o meu corpo reage às exigências da competição, reencontrar o ritmo e depois decidir com a equipa o que ainda é possível fazer esta temporada”, explicou.
O plano da equipa passa por incluir Lipowitz em várias clássicas italianas após o Giro della Toscana, adaptando o seu calendário conforme as suas sensações. Provas como a Coppa Sabatini (10 de setembro), o Memorial Marco Pantani (12 de setembro) e o Trofeo Matteotti (13 de setembro) estão a ser consideradas.
No horizonte está também uma possível participação nos Campeonatos do Mundo de Montreal, no Canadá, a 27 de setembro. No entanto, o alemão só pondera essa hipótese se sentir que recuperou um nível competitivo adequado, mostrando respeito pelos compatriotas.
“Claro que os Campeonatos do Mundo são uma corrida que me atrai. Mas uma coisa é certa: se a minha forma não for suficientemente boa, não quero tirar o lugar a outro ciclista”, assegurou Lipowitz. “Temos muitos e excelentes ciclistas alemães que se adaptam bem ao percurso de Montreal. Quero esperar para ver como correm estas primeiras provas e avaliar honestamente o meu nível. Se a forma estiver lá, gostaria muito de participar nos Mundiais, mas não estou a colocar qualquer pressão sobre mim neste momento.”

