Tadej Pogacar conquistou a sexta etapa da Volta a Espanha, na quinta-feira, mas o triunfo não foi tão dominador como é apanágio do esloveno. O campeão do mundo e camisola vermelha da Vuelta foi surpreendido na subida final por Enric Mas, mas ainda assim conseguiu impor-se ao sprint na meta.
Apesar de ter atacado em solitário na última e temível ascensão do dia, o Puerto El Bartolo (9,4 km a 7%), Pogacar viu Mas (Movistar) alcançá-lo no topo. Mas não só o alcançou, como ainda lhe levou os seis segundos de bonificação. O esloveno, que até sofreu um pequeno susto com uma saída de estrada sem consequências na descida, demonstrou uma vulnerabilidade pouco habitual, mas no final, o vencedor foi o mesmo de sempre.
Es real. Está pasando.
❤️🔥 Enric Mas coge a Tadej Pogacar, ataca y se lleva la bonificación. #LaVuelta26 #LaCasadelCiclismo pic.twitter.com/RErycxY76w
— Eurosport.es (@Eurosport_ES) August 27, 2026
Após a etapa, o líder da UAE Emirates-XRG explicou a estratégia da equipa, que teve de se adaptar às circunstâncias da corrida. “Tínhamos um plano, pensávamos que podíamos deixar a fuga formar-se, mas demorou quase duas horas a constituir-se. Por isso, tivemos de gerir menos de metade da etapa”, começou por dizer.
O trabalho dos seus colegas foi fundamental para o sucesso. “O João [Almeida] e o Kevin [Vermaerke] fizeram um trabalho fantástico para manter o grupo unido, e depois pudemos lançar o ataque à etapa com o Jay [Vine] e o Pablo [Torres] na subida, preparando-me para um ataque perfeito”, detalhou Pogacar.
No entanto, a grande surpresa do dia foi a aparição de Enric Mas, que apanhou o esloveno desprevenido, fazendo-o recordar duelos passados com rivais como Jonas Vingegaard, Mattias Skjelmose e Remco Evenepoel.
“Fiquei mesmo surpreendido no topo. [O Enric Mas] ultrapassou-me como um foguete. Não estava à espera, porque tinha ouvido no rádio que tinha 40 segundos de avanço sobre os perseguidores e não se tinha falado do Enric. Quando ele me ultrapassou, fiquei um pouco em choque”, admitiu o camisola vermelha.
Apesar do susto, Pogacar soube gerir a situação taticamente. “Tinha a certeza de que ele conhecia a descida e fiquei contente por estar com ele nos últimos 10 quilómetros contra o vento. Já não tinha água. Sabia que o podia vencer ao sprint. Apreciei o seu empenho total e também me empenhei a fundo até à meta. ‘Chapeau’ para ele. Foi uma bela corrida”, concluiu.

