Tadej Pogacar (UAE Emirates) venceu o contrarrelógio de abertura da Volta a Espanha, assumindo desde logo a liderança da classificação geral. O ciclista esloveno superou o britânico Ethan Hayter (Soudal Quick-Step) por apenas nove centésimas de segundo.
No percurso de 9,4 quilómetros no Mónaco, onde reside, Pogacar completou a prova em 10.57,14 minutos. O traçado, repleto de curvas apertadas e com troços do circuito de Fórmula 1, favoreceu as suas qualidades técnicas e de aceleração. O esloveno, que já venceu a Volta a França por cinco vezes e o Giro em 2024, regressa à Vuelta sete anos após a sua única participação, na qual terminou em terceiro lugar.

Apenas Pogacar e Hayter conseguiram terminar o contrarrelógio abaixo dos 11 minutos. O terceiro lugar foi para Josh Tarling (Ineos), que completou o percurso em 11.01 minutos. O jovem britânico de 22 anos, que recentemente enfrentou a morte do seu irmão Finlay na Volta a Portugal e do seu avô paterno, sagrou-se o primeiro líder da classificação da juventude.
Os ciclistas portugueses tiveram uma prestação positiva, com ambos a terminarem no top 20. Ivo Oliveira (UAE Emirates) foi o 14.º classificado, com um tempo de 11.11 minutos. Por sua vez, João Almeida, colega de equipa de Pogacar e segundo classificado na Vuelta2025, terminou na 18.ª posição, com 11.15 minutos, posicionando-se como o segundo melhor entre os principais candidatos à geral, logo atrás do seu líder.
O corredor das Caldas da Rainha, que procura inverter uma época difícil, superou vários rivais diretos, incluindo Primoz Roglic (Red Bull-BORA-hansgrohe). O esloveno de 36 anos, quatro vezes vencedor da Vuelta, foi apenas 24.º, com um tempo de 11.19 minutos, sendo inclusivamente batido por dois colegas de equipa, Callum Thornley (4.º) e Finn Fisher-Black (9.º).
Outros nomes importantes na luta pela geral também cederam tempo para Pogacar. Sepp Kuss (Visma-Lease a Bike), vencedor em 2023, perdeu 45 segundos, enquanto Carlos Rodríguez (Ineos), Mattias Skjelmose (Lidl-Trek) e Richard Carapaz (EF Education-EasyPost) também ficaram distantes do tempo do camisola vermelha.
A próxima etapa, a primeira em linha, será a mais longa da prova, com 214,5 quilómetros entre Mónaco e Manosque. O percurso na região da Provença inclui duas contagens de montanha de terceira categoria, mas a expectativa é de uma chegada ao sprint.

