Apesar do domínio avassalador de Tadej Pogacar na primeira semana da Volta a França, com duas vitórias em etapas e a camisola amarela firmemente conquistada, o diretor desportivo da UAE Emirates, Matxin Fernández, recusa-se a cantar vitória antecipadamente e apela à calma e ao respeito pelos adversários.
Num balanço feito ao microfone do Cyclism’Actu, o responsável espanhol sublinhou que a corrida ainda está no início. “Não, não, não, ainda é muito longo. É apenas a primeira semana, que só termina no domingo. Faltam duas semanas muito longas”, afirmou, rejeitando a ideia de que a prova já está decidida.
Fernández recordou os momentos difíceis do passado para justificar a sua cautela. “Lembramo-nos do Granon, lembramo-nos dos maus momentos. Continuamos com calma, com honestidade, respeito, e mantemos esta linha», acrescentou, embora reconheça a vantagem significativa na classificação geral. “É verdade que na geral temos uma boa diferença neste momento, para apenas seis ou sete etapas.”
Questionado sobre o facto de Pogacar já vestir a camisola amarela, algo que surpreendeu Mauro Gianetti, Fernández explicou que tudo faz parte de uma estratégia delineada. “Tínhamos um plano, uma ideia, e continuamos com essa ideia para tentar ganhar a etapa e fazer a diferença para os concorrentes. Não importa quantos segundos ou minutos. Por respeito aos adversários, não calculamos isso”, disse, elogiando a execução do seu ciclista: “Depois, a execução do Tadej, é de tirar o chapéu!”
O diretor desportivo também comentou o nível dos principais rivais, como o francês Paul Seixas, Jonas Vingegaard e Isaac Del Toro, colocando-os num patamar semelhante. “Na minha opinião, o nível do Paul é próximo do de Tadej. Conhecemos o nível do Paul Seixas, é mais ou menos similar ao do Jonas, do Del Toro, os principais rivais”, analisou. Contudo, destacou a forma atual do seu líder. “O Tadej tem um nível de qualidade superior neste momento, mas é neste momento. Talvez amanhã seja outro dia. É preciso manter a calma, a ambição e o respeito.”

