A UAE Emirates-XRG vai aguardar até ao último momento para confirmar a sua equipa para a Volta a França, uma vez que as lesões continuam a complicar os planos da formação em torno de Tadej Pogacar.
O diretor desportivo, Andrej Hauptman, admitiu que, embora espere apresentar a equipa mais forte possível, a decisão final está dependente da recuperação de vários ciclistas. “Esta temporada está a ser exigente, mas acredito que chegaremos ao Tour com a equipa mais forte”, afirmou Hauptman à RTV SLO. “Ainda temos de esperar para ver como progride a recuperação de alguns ciclistas e vamos aguardar até ao último momento para escolher aqueles que estão verdadeiramente mais bem preparados”.
Os problemas da UAE ficaram bem patentes durante o Giro, onde a equipa perdeu cedo ciclistas fundamentais. As lesões de Adam Yates, Marc Soler e Jay Vine acabaram com qualquer esperança realista de um bom resultado na classificação geral. “Todos os três ciclistas que poderiam estar bem na geral lesionaram-se, e espero que recuperem rapidamente, porque vamos precisar muito deles mais tarde na temporada”, disse o diretor.
Com Pogacar a procurar a sua quinta vitória na geral do Tour, estas lesões deixam a UAE com várias decisões por tomar. Hauptman sublinhou que a profundidade do plantel significa que alguns ciclistas que mereceriam um lugar acabarão por ficar de fora. “Somos a melhor equipa do mundo, e haverá alguns ciclistas que, à sua maneira, mereceriam ir ao Tour, mas que ficarão em casa”, explicou.
Atualmente, Pogacar está a treinar em altitude na Sierra Nevada, antes de regressar à competição na Volta à Suíça, de 17 a 21 de junho. Esta prova servirá como teste final antes do Tour, dando à equipa uma ideia mais clara da forma do líder e dos ciclistas de apoio.
Na Volta a França, o esloveno enfrentará novamente Jonas Vingegaard, da Visma, que impressionou ao vencer o Giro. Hauptman confirmou que a equipa seguiu de perto o dinamarquês, mas frisou que o foco principal permanece interno. “Sabemos o que temos de fazer para chegar ao Tour o mais bem preparados possível. Quanto ao Jonas, já sabíamos que era um ciclista de topo, e pessoalmente não tinha dúvidas de que ele voltaria ao mais alto nível”.
Recorde-se que Pogacar venceu as duas últimas edições do Tour com margens confortáveis sobre Vingegaard, mas Hauptman alerta contra o excesso de confiança. “Todos sabemos muito bem que será novamente muito, muito difícil”, avisou. “A Volta a França é a maior corrida do mundo, e este ano os melhores ciclistas chegarão lá em excelente forma”.
A Volta a França de 2026 começa em Barcelona, a 4 de julho, com um contrarrelógio por equipas, uma etapa que Hauptman acredita que poderá definir a corrida desde o início. “A primeira etapa, o contrarrelógio por equipas, e teremos de ir logo a fundo”, concluiu. “Qualquer etapa numa corrida de três semanas pode ser decisiva, e se subestimarmos uma, ela pode castigar-nos”.
