Afonso Eulálio voltou a demonstrar resistência e maturidade na 16.ª etapa da Volta a Itália, disputada esta terça-feira, conseguindo manter a camisola branca de melhor jovem. O ciclista da Bahrain Victorious perdeu contacto com os principais favoritos logo nas primeiras rampas da subida decisiva, incapaz de acompanhar o forte ritmo imposto pela Visma, liderada por Vingegaard. Ainda assim, optou por gerir o esforço até à meta, repetindo a estratégia utilizada anteriormente quando defendeu a camisola rosa.

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No final da etapa, Eulálio explicou que a intensidade da corrida acabou por ditar a diferença. “A etapa foi muito rápida e quando chegou a subida final, a intensidade foi muito alta. Senti que não era o meu ritmo. Tentei controlar ao máximo e gerir o meu esforço o melhor possível. Para as contas da classificação geral não creio que tenha sido tão mau”, afirmou.

O português terminou no 11.º lugar da etapa, a 3.04 minutos de Vingegaard, perdendo três posições na classificação geral. Apesar disso, continua líder da classificação da juventude, agora com 1.17 minutos de vantagem sobre o italiano Davide Piganzoli, da Visma.

Eulálio reconheceu que a luta pela camisola branca ganhou um novo protagonista. “Agora também tenho o Piganzoli como rival, que está a andar muito bem, muito forte. O Pellizzari não teve um dia muito bom, mas ainda faltam cinco etapas. Quem sabe se entrará numa fuga que vá até ao fim ou se não terá um dia muito forte”, analisou.

O jovem corredor admitiu ainda que, apesar do bom momento de forma, sente diferenças em relação aos homens que discutem o pódio. “Sinto-me bem, o problema é que ainda não estou pronto para lutar com os homens da frente. Os corredores que lutam pelo pódio são muito fortes. Ainda não estou pronto para lutar pelo pódio, mas quem sabe um dia”, disse.

O ciclista português aproveitou também para elogiar o trabalho da Bahrain Victorious e apontar objetivos futuros. “Eu e a equipa trabalhámos imenso. A equipa acredita em mim e trabalha super bem. Quem sabe o que o futuro nos reserva. Para a segunda parte do ano, penso que me vou concentrar um pouco mais nas clássicas, porque gosto. E quem sabe, no próximo ano iremos projetar novamente uma grande Volta”, concluiu.

Na classificação geral, Eulálio está a apenas 40 segundos do quarto classificado, Jai Hindley, e mantém 1.29 minutos de vantagem sobre Derek Gee, da Lidl-Trek, apesar de o canadiano lhe ter ganho 1.42 minutos nesta etapa. Na luta pelo top-10, o português perdeu apenas nove segundos para o francês Mathys Rondel, atualmente 11.º da geral, a 5.23 minutos do corredor figueirense.

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