Jhonatan Narváez venceu a oitava etapa da Volta a Itália em Fermo e somou assim a sua segunda vitória de etapa na edição deste ano da corrida italiana.
O equatoriano dominou os muros finais das Marche, onde a corrida se decidiu, e chegou à linha com vantagem confortável sobre Andreas Leknessund (Uno-X Mobility). Venceu a fuga, hoje.
🔻 Alone in Fermo, Jhonatan Narvaez had time to celebrate and to savour his second win of the #GirodItalia.
🔻 Da solo a Fermo, Jhonatan Narvaez ha il tempo per festeggiare e gustarsi la seconda vittoria di questo #GirodItalia.
⏪ The @continentaltire Ultimo Kilometro… pic.twitter.com/rxfaHUqKpd
— Giro d’Italia (@giroditalia) May 16, 2026
Já o português Afonso Eulálio mantém a maglia rosa por mais um dia. Na geral, nenhuma diferença relevante entre os candidatos face à montanha da etapa anterior.
A história desta etapa não está apenas no resultado – está no que ele pode representar.
A UAE Team Emirates-XRG perdeu três corredores ainda antes de entrar em Itália. Adam Yates, Jay Vine e Marc Soler ficaram pelo caminho na fase búlgara da corrida, deixando a equipa sem o seu líder de geral e com o plantel reduzido.
Narváez já tinha vencido na quarta etapa. Arrieta tinha ganho na quinta. Agora Narváez volta a vencer. É uma resposta coletiva de uma equipa que encontrou na caça às etapas o seu papel neste Giro – e tem feito isso com uma eficácia que poucos antecipavam.
🎬 Blistering pace and total chaos: in the end, it was the breakaway that fought for victory on the Marche walls.
🎥 Flash Highlights of Stage 8️⃣Catch the Stage 8️⃣ Daily Highlights every evening on YouTube. Subscribe to the channel and turn on notifications 👀
🎬 Ritmo… pic.twitter.com/B4ztH0XWCI
— Giro d’Italia (@giroditalia) May 16, 2026
156 km sem um segundo de pausa
A etapa foi um caos organizado desde o primeiro quilómetro, pois várias tentativas de fuga falharam antes da corrida encontrar o seu equilíbrio.
Leknessund foi o motor da jornada – tentou em solitário, foi neutralizado, voltou a tentar e na segunda investida formou o trio decisivo com Narváez e o companheiro de equipa Mikkel Bjerg, a cerca de 70 km da meta.
O grupo da frente nunca foi apanhado. Atrás, o pelotão fragmentou-se repetidamente, com Giulio Ciccone a tentar agitar as coisas perto de Montefiore d’Aso, e a Visma a responder de imediato para proteger Vingegaard – que tinha sido apanhado por uma divisão súbita do pelotão minutos antes, sem consequências para a geral.
Os muros das Marche como árbitros
A sequência de rampas nos últimos 15 km foi onde a etapa se decidiu verdadeiramente.
Bjerg trabalhou para Narváez até à exaustão, lançando o equatoriano na posição certa para o momento decisivo. Leknessund respondeu a cada aceleração, mas foi perdendo terreno nas rampas mais íngremes, com pontas acima dos 20%, onde a explosividade de Narváez fez a diferença.
Javier Romo (Movistar), que tinha conseguido sair do grupo de perseguição mais cedo, completou o pódio.
E o líder da geral não se limitou a defender – Eulálio lançou um ataque a 1,5 km da meta, numa tentativa de surpreender os rivais. Os candidatos à geral, porém, preferiram não arriscar nas rampas mais duras e deixaram o português trabalhar sem consequências.



