O Tour de Romandie, corrida Suíça que na edição do ano passado teve como vencedor João Almeirda, decorre entre 28 de abril e 3 de maio, mas apresenta-se este ano com um pelotão mais curto do que o habitual.
Alpecin-Premier Tech, Decathlon, Lotto e Uno-X Mobility optaram por não alinhar, aproveitando a nova possibilidade regulamentar que permite às equipas do WorldTour abdicar de uma prova por temporada.
Na prática, isso traduz-se numa startlist com apenas 15 equipas, diz o site Girodociclismo.com.br, um número reduzido para uma corrida desta categoria. A presença da equipa suíça Tudor ajuda a completar o pelotão.
O desenho da prova também ajuda a explicar parte deste contexto. A edição de 2026 aposta num perfil mais exigente, com várias etapas marcadas por acumulação de desnível e menos espaço para especialistas em contrarrelógio.
Com apenas um prólogo curto contra o tempo, a classificação geral deverá decidir-se sobretudo nas etapas mais duras, onde a capacidade de escalar faz a diferença.
Esse cenário encaixa diretamente no perfil de Pogacar, que surge como principal referência à partida. A equipa UAE Emirates volta a assumir protagonismo numa corrida que, no ano passado, foi conquistada por João Almeida.
Com menos equipas em prova, o controlo da corrida pode tornar-se mais difícil. Há menos blocos organizados para fechar ataques e menos capacidade coletiva para gerir o ritmo do pelotão.
Isso pode traduzir-se numa corrida mais imprevisível, com fugas a ganhar mais espaço e decisões a acontecer mais cedo do que o habitual.
Ao mesmo tempo, as equipas mais fortes ficam com maior responsabilidade. Num cenário destes, gerir o esforço e posicionar bem os líderes passa a ser ainda mais determinante.
Apesar das ausências, o Tour de Romandie mantém o seu papel no calendário como uma das provas mais importantes desta fase da temporada.
A combinação entre um percurso seletivo, um favorito claro e um pelotão reduzido cria um contexto pouco habitual, mas que pode resultar numa corrida mais dinâmica e menos controlada.



