O jovem francês Paul Seixas está no centro de uma acesa disputa entre as principais equipas do pelotão mundial, com um potencial contrato avaliado em 8 milhões de euros anuais, valor idêntico ao salário de Tadej Pogacar. Segundo Johan Bruyneel e Spencer Martin, Seixas é visto como «a estrela com maior potencial de marketing no ciclismo».

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Apesar de ter contrato com a sua equipa atual até ao final de 2027, as negociações sobre o seu futuro estão ao rubro. Decathlon e UAE travam uma batalha intensa pela sua contratação, mas, segundo consta, equipas como a Red Bull – BORA – hansgrohe e a INEOS Grenadiers também já entraram na corrida pelo jovem prodígio.

O valor astronómico do seu potencial salário tem gerado debate. Spencer Martin questiona o investimento de 40 milhões de euros por um contrato de cinco anos num ciclista que ainda não correu numa grande Volta. “É demasiado. Quer dizer, é o que o Pogacar ganha. É ridículo, é demasiado. Se o Pogacar ganha 8 milhões de salário, como se pode justificar um salário de 8 milhões para o Paul Seixas?”, argumentou Martin, que depois acrescentou: “Bem, não é para este ano. Seria para daqui a dois anos”.

A justificação para este valor reside na dificuldade que as equipas de topo sentem em contratar novas estrelas, uma vez que a maioria se encontra blindada por contratos de longa duração. A equipa que conseguir assegurar Seixas garantirá um ativo que, se corresponder ao seu potencial, será inestimável.

O talento do francês ficou bem patente na Volta ao País Basco, onde, apesar de ser o mais novo em prova, se mostrou simplesmente imbatível. Após ganhar uma vantagem significativa no contrarrelógio de abertura, a sua superioridade tornou-se evidente.

“Toda a gente sabia: “Ok, este é o vencedor”. Na segunda etapa, toda a gente no pelotão, todos os seus rivais sabiam: “Já sabemos quem vai ganhar a Volta ao País Basco”, afirmou Bruyneel, acrescentando que Seixas “estava simplesmente a outro nível”.

 

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