Paul Seixas, de apenas 19 anos, protagonizou um feito notável ao vencer isolado, com quase 1.30 minutos de vantagem, a segunda etapa da Volta ao País Basco, atacando a 26 quilómetros da meta na subida mais dura. O jovem ciclista francês da Decathlon, fiel à promessa de não adotar uma postura defensiva, tomou a iniciativa, e fez uma exibição espantosa. Mais uma…

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“Era realmente esta etapa que eu via como a mais adequada para conseguir criar diferenças e tentar ganhar esta corrida a longo prazo”, explicou Paul Seixas após a etapa. «Hoje, tudo se concretizou, o trabalho da equipa foi perfeito, posicionaram-me bem quando era preciso e, pronto, conseguir a vitória com mais de um minuto de avanço sabe muito bem. É uma bela vitória que recompensa o trabalho da equipa e me dá segurança para o resto da semana”.

Apesar de ter apontado ao pódio no contrarrelógio, Seixas via esta etapa como a oportunidade ideal. “O mais importante para mim era tentar ganhar esta etapa”, reforçou.

Questionado sobre o risco de atacar envergando a camisola de líder, o francês foi categórico: “Claro, mas o maior risco é ter medo de atacar, penso eu. A melhor defesa é o ataque, é bem conhecido!”.

Admitiu, no entanto, um momento de dúvida. “Confesso que, passados 3 minutos de ter arrancado, pensei que talvez tivesse saído um pouco cedo e que ia ser muito, muito longo! Mas consegui e é incrível e magnífico”.

Com os pés bem assentes na terra, Seixas encara o que resta da prova com cautela. “Isto é apenas o início da corrida, ainda faltam quatro belas etapas”, afirmou, acrescentando que “os limites são feitos para serem ultrapassados”. O ciclista reconhece que haverá dias bons e menos bons e que o objetivo é gerir ambos. “Veremos como serão os próximos dias. Talvez a etapa de amanhã seja um pouco menos propícia para atacar, mas veremos como corre e será também um pouco pelas sensações!”.

Sobre o seu novo estatuto no pelotão, o líder da Decathlon CMA CGM nota uma mudança. “Sou um pouco mais reconhecido pelos outros ciclistas. Com a camisola, sou ainda mais respeitado e os ciclistas têm mais atenção, o que é bom”, comentou. No entanto, sublinha que na luta por posições, “é cada um por si, e é normal”.

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“Não sou um ciclista muito agressivo com os outros. Já tenho bastantes amigos no pelotão e começo a conhecer cada vez mais gente. Penso que o mais importante é ter uma boa imagem no pelotão, é tudo», concluiu.