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A Volta ao País Basco arranca amanhã, 2ªfeira (6 a 11 de abril) e promete muito espetáculo ao longo de seis etapas, num percurso caracterizado pelas subidas íngremes, estradas estreitas e fervor por parte dos adeptos.

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Nomes como Isaac Del Toro, Paul Seixas, Florian Lipowitz, Juan Ayuso e Primoz Roglic perfilam-se como os principais favoritos à partida, e como sucessores de João Almeida, que foi o vencedor em 2025.

Aqui ficam todos os pormenores da Volta ao País Basco 2026, desde os horários das etapas na TV até aos perfis de cada dia de corrida e aos favoritos. Não há portugueses em prova.


Ficha da corrida
  • Data de início: 2ªfeira, 06 Abril 2026
  • Data de fim: Domingo, 11 Abril 2026
  • Distância total: 809,6 km
  • Nº etapas: 6
  • Categoria: 2.UWT
  • País: Espanha
  • 1ª edição: 1924
  • Vencedor 2025: João Almeida

Notícias recentes

    Onde ver
    • No canal Eurosport 1, todos os dias em que há etapas, a partir das 14h15, sensivelmente, em direto;
    • Na plataforma paga HBO Max (etapas na íntegra e em direto)

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    Etapas e percurso

    A corrida arranca com um contrarrelógio individual de 13,8 quilómetros em Bilbao. O percurso é tudo menos plano, começando com uma subida de 2,4 quilómetros a 7% de inclinação média.

    Segue-se uma descida rápida e algo técnica antes de uma rampa final de 500 metros com pendentes de 9%, um final explosivo que testará imediatamente os candidatos à classificação geral.

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    Etapa 2: Chegada em alto a Mendukilo Kobazuloa

    O segundo dia, com 164,4 quilómetros entre Pamplona e Mendukilo Kobazuloa, é um constante sobe e desce. O ponto crucial será a subida a San Miguel de Aralar (9,4 km a 7,9%), uma montanha a sério cuja contagem de prémio termina a 20 quilómetros da meta.

    A etapa conclui com uma subida final de 3,5 quilómetros em Mendukilo Kobazuloa, com rampas a roçar os 10% perto do topo, onde se esperam diferenças entre os favoritos.

    Etapa 3: Oportunidade para os classicómanos em Bassauri

    Com 152,9 quilómetros, a terceira etapa, com partida e chegada em Bassauri, é talvez a mais acessível da prova. A principal dificuldade montanhosa (8 km a 5%) termina a 32 quilómetros do fim. No entanto, a decisão deverá ocorrer em duas subidas explosivas nos quilómetros finais.

    A última coincide com a meta, numa ascensão de 1,2 quilómetros a 6%, com os últimos 400 metros a atingirem uma inclinação de 9%, ideal para um sprint entre um grupo reduzido de trepadores e especialistas em clássicas.

    Etapa 4: Dia de ‘montanha-russa’ em Galdakao

    A quarta etapa é um verdadeiro carrossel de 167,9 quilómetros, com sete subidas categorizadas e mais de 3.000 metros de acumulado. A fase decisiva inicia-se com a subida ao Alto de El Vivero (4,3 km a 8,3%), a 29 quilómetros da meta.

    Após a descida, e um sprint de bonificação, os ciclistas enfrentarão a penúltima subida do dia: 3,2 quilómetros a 8%, com a primeira metade a apresentar uma média de 10%. Esta subida, que termina a 9 quilómetros do fim, promete criar diferenças significativas antes da descida técnica para Galdakao.

    Etapa 5: grande ‘tirada’ em Eibar

    A quinta etapa, considerada a etapa rainha, terá início e fim em Eibar, num percurso de 176,5 quilómetros que acumula mais de 4.000 metros de desnível.

    Com oito contagens de montanha, a dureza começa logo de início com duas subidas, incluindo a de Arzuki (5,7 km a 7,7%), que podem ditar o rumo da corrida, seja através da formação de uma fuga forte ou de ataques diretos entre os favoritos.

    A subida mais difícil do dia será o Krabelin, uma das vertentes do mítico Alto de Arrate, com 5 quilómetros a uma média de 9,4%, a 67 quilómetros da meta. Seguem-se um sprint bonificado, a subida a Trabakua (3,4 km a 6,7%) e três topos explosivos.

    No entanto, o desafio não termina aí. A 26 quilómetros do fim, os ciclistas enfrentarão a subida a Izua, com 3,6 quilómetros a uma impressionante média de 10%.

    Mesmo com a corrida previsivelmente partida, ainda haverá a subida a Urkaregi (5,3 km a 4,3%), a apenas 12 quilómetros da chegada. Após a descida, os quilómetros finais em falso plano até à meta em Eibar podem ser cruciais para aumentar ou reduzir diferenças.

    Etapa 6: tudo em aberto até Bergara

    A última etapa, com 136,2 quilómetros entre Goiper-Antzuola e Bergara, oferece mais uma oportunidade para reviravoltas na geral. O dia começa com uma subida de 4,6 quilómetros a 7,6%, abrindo a porta a ataques desde os primeiros minutos.

    O percurso inclui um circuito com a passagem por Elosua (6,9 km a 7,6%) e Azkarate (3 km a 7,2%), esta última a 40 quilómetros da meta, podendo ser um ponto-chave para ataques decisivos.

    Após uma secção plana, a corrida dirige-se para Bergara. Antes da meta, uma última subida de 7,2 quilómetros a 5,4%, terminando a 9 quilómetros do fim, poderá ser palco de movimentações táticas. Os quilómetros finais até à meta apresentam uma inclinação média de 7%, onde ainda será possível criar diferenças.


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    Os favoritos!

    A lista de candidatos à vitória é extensa e inclui nomes de peso. A BORA apresenta um alinhamento forte com Primoz Roglic, cujas características se adequam perfeitamente às subidas curtas e explosivas do País Basco.

    A equipa alemã poderá também contar com Florian Lipowitz, que, apesar de não ter a mesma explosividade, demonstrou estar em excelente forma e pronto para lutar pela vitória, permitindo uma abordagem tática com dois líderes.

    Na UAE, a aposta principal deverá recair sobre Isaac del Toro. O mexicano é um ciclista muito consistente e versátil, favorecido tanto por subidas longas como curtas.

    Embora a equipa não seja a mais forte em prova, poderá valer a pena concentrar os esforços em Del Toro, com Marc Soler e Brandon McNulty a assumirem papéis de gregários. No entanto, a natureza imprevisível da corrida tornará o controlo uma tarefa difícil.

    Pela Lidl-Trek, Juan Ayuso é um nome a ter em conta, embora a sua forma seja uma incógnita após a queda na Paris-Nice, que, apesar de não ter resultado em fraturas, interrompeu a sua preparação.

    O terreno explosivo não é, teoricamente, o ideal para ele, mas o espanhol já provou adaptar-se bem. A seu lado terá Mattias Skjelmose, que também nutre as suas próprias ambições.

    O jovem prodígio francês Paul Seixas (Decathlon) regressa à competição após uma exibição notável na Volta ao Algarve e na Strade Bianche. Embora no papel possa não estar acima dos seus principais rivais, o seu potencial de crescimento é enorme.

    Seixas estará apoiado por uma equipa forte que inclui outros candidatos à geral, como Matthew Riccitello e Aurélien Paret-Peintre.

    Kévin Vauquelin, que lidera a INEOS, mostrou-se muito forte no Paris-Nice e encontra aqui um percurso ideal.

    Por sua vez, Tobias Johannessen, da Uno-X, exibiu a sua melhor condição de sempre no Tirreno-Adriático.

    A Bahrain – Victorious aposta em Antonio Tiberi e no ciclista da casa, Pello Bilbao.

    Outro corredor local com fortes aspirações é Ion Izagirre, antigo vencedor da prova, que chega motivado por uma vitória impressionante no GP Miguel Indurain. A experiência e conhecimento do terreno fazem dele um nome a ter em conta.

    A profundidade do pelotão é evidente na estratégia de equipas como a Quick-Step, que apresenta um trio de líderes para a geral composto por Mikel Landa, Ilan van Wilder e Steff Cras. A Astana segue uma tática semelhante, com Harold Tejada, Christian Scaroni e Lorenzo Fortunato.

    Outros ciclistas em destaque incluem Cian Uijtdebroeks, a liderar a Movistar, e Ben Tulett, como chefe de fila da Visma. A Tudor conta com Yannis Voisard e Julian Alaphilippe para uma semana de corridas explosivas.


    Equipas / Start List


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