Jonas Vingegaard desferiu um golpe de autoridade na quinta etapa da Volta a Catalunha, conquistando a vitória e a liderança da classificação geral com um ataque fulminante na subida final. Na primeira chegada em alto da semana, o dinamarquês distanciou todos os seus principais rivais, incluindo Remco Evenepoel, João Almeida e Tom Pidcock, que perderam tempo considerável, o português e o britânico após queda a mais de 20 quikómetros da meta.
Após quatro dias de poucas alterações na geral, a corrida explodiu nas rampas do Coll de Pal. Um único e sustentado movimento de Vingegaard foi suficiente para redesenhar por completo a classificação e assumir o controlo da prova.
⛰️Etapa 5⃣ @ajlaseu – #LaMolina / Coll de Pal
💥Jonas Vingegaard goes solo!
🔥Ha arribat el moment de l’atac de Vingegaard!
#VoltaCatalunya105 @Pirineu365 pic.twitter.com/rUH1zdwjIN
— Volta a Catalunya (@VoltaCatalunya) March 27, 2026
A etapa já se mostrava animada desde cedo, com uma fuga perigosa composta por Marc Soler, Davide Piganzoli, Giulio Ciccone e Einer Rubio. A proximidade de alguns destes ciclistas na classificação geral colocou em risco a liderança de Dorian Godon, que vestia a camisola de líder desde a primeira etapa. A pressão tornou-se real quando Soler e Piganzoli chegaram a ser líderes virtuais, forçando o pelotão a reagir. O ritmo intenso acabou por ditar o fim do reinado de Godon, que cedeu e foi distanciado.
A complexidade da jornada aumentou com uma série de quedas numa descida técnica, que fracionou o pelotão e afetou vários favoritos antes da subida decisiva. Entre os ciclistas envolvidos estiveram o João Almeida, Brandon McNulty e Tom Pidcock. Na Visma, Sepp Kuss também caiu. O esforço para restabelecer o contacto com a frente da corrida deixou vários ciclistas desgastados e isolados antes do momento crucial.
Na frente, Giulio Ciccone destacou-se da fuga e iniciou a subida ao Coll de Pal em solitário. No entanto, o momento decisivo chegaria a menos de sete quilómetros da meta. Jonas Vingegaard lançou uma aceleração brusca que deixou a concorrência sem resposta. Remco Evenepoel foi incapaz de seguir o dinamarquês e começou a perder terreno.
Atrás de Vingegaard, formou-se um grupo perseguidor com Florian Lipowitz, Felix Gall, Lenny Martinez e Valentin Paret-Peintre. Evenepoel ficou num segundo grupo, na companhia de ciclistas como Mattias Skjelmose, Lorenzo Fortunato, Matthew Riccitello e Cian Uijtdebroeks, vendo a diferença para o líder aumentar progressivamente.
Nos quilómetros finais, Vingegaard ampliou a sua vantagem para cerca de um minuto sobre os perseguidores mais diretos, enquanto Evenepoel cedia mais de um minuto. A quinta etapa, que se esperava decisiva, cumpriu as expectativas, criando diferenças significativas na classificação geral e estabelecendo uma nova hierarquia na Volta a Catalunha.



