| Neste artigo: Ficha | Onde ver | Notícias | Favoritos | Etapas | Equipas |
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A Volta à Catalunha 2026 volta a cumprir aquilo que já é quase uma tradição: ser uma corrida de uma semana que se comporta como uma mini grande volta.
Não há contrarrelógio, há montanha em abundância e, mais importante do que isso, há muito “terreno cinzento”: aqueles dias que parecem controláveis, mas nos quais, na prática, tudo pode acontecer.
São 1.081 km em sete dias, de 23 a 29 de Março, com início em Sant Feliu de Guíxols e final no circuito de Montjuïc, em Barcelona. Pelo meio, três chegadas em alto, uma etapa rainha com mais de 4.000 metros de acumulado e várias jornadas que podem desgastar muito mais do que aparentam no papel.
Mas esta edição não vive só do percurso. Vive sobretudo das “estrelas”, e é aqui que vários nomes vão medir realmente o seu nível antes do Giro. Portugueses em prova: João Almeida e Ivo Oliveira (UAE Emirates-XRG) e Afonso Eulálio (Bahrain Victorious). Está aqui tudo o que precisas saber.
| Ficha da corrida |
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- Data de início: 2ªfeira, 23 Março 2026
- Data de fim: Domingo, 29 Março 2026
- Distância total: 1081.2 km
- Nº etapas: 7
- Categoria: 2.UWT
- País: Espanha
- 1ª edição: 1911
| Notícias recentes |
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- Volta à Catalunha: João Almeida vs. Vingegaard e Evenepoel
- Evenepoel está retido no vulcão Teide e pode falhar Volta à Catalunha
| Onde ver |
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- No canal Eurosport 2, a partir das 14h20, em direto
- Na plataforma paga HBO Max (etapas na íntegra e em direto)
| Os favoritos! |
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O duelo central apostamos que será entre Jonas Vingegaard e João Almeida, mas Remco Evenepoel vai certamente querer meter-se pelo meio. Será que vai conseguir?
Jonas Vingegaard chega como principal favorito. Vem de vencer a Paris-Nice com autoridade e é, provavelmente, o melhor trepador puro presente. A dúvida não é tanto a sua forma, é a oposição. Aqui não vai correr com margem confortável.
João Almeida entra nesta corrida com um perfil muito interessante. É um dos corredores mais consistentes do pelotão em provas de uma semana e este tipo de percurso favorece exatamente isso. Três chegadas em alto, sem contrarrelógio e com desgaste acumulado, são praticamente um cenário desenhado à medida do nosso “Bota Lume”.
Há, no entanto, uma variável: a doença que o afastou da Paris-Nice. Se estiver a 100%, é um candidato real à vitória; se não estiver, pode pagar isso nos dias mais duros.
Depois, Remco Evenepoel é a incógnita. Começou o ano com vitórias, mas mostrou fragilidades na alta montanha do UAE Tour. Chega agora depois de estágio em altitude e com uma equipa fortíssima. O problema é perceber em que ponto está. Pode lutar pela vitória… ou pode simplesmente não ter pernas para os melhores na montanha longa.
Mas há um detalhe importante: a Red Bull-BORA-hansgrohe não depende só dele. Florian Lipowitz e Jai Hindley dão à equipa uma profundidade que nenhuma outra tem neste nível. E isso pode ser decisivo numa corrida com tanto desgaste.
Outros nomes que podem mexer com a corrida:
- Florian Lipowitz: Mais do que outsider, é quase um candidato escondido. Este percurso é perfeito para ele.
- Tom Pidcock: Vem num grande momento. A questão é saber até onde consegue ir na alta montanha.
- Felix Gall: Um dos melhores trepadores puros. Subestimado, mas perigosíssimo.
- Matthew Riccitello: Em crescimento claro. Já mostrou que pode ganhar em montanha.
- Lenny Martinez: Explosivo e imprevisível. Falta consistência, mas pode ganhar etapas ou surpreender.
- Oscar Onley: Se estiver recuperado, é nome sério para a geral.
- Richard Carapaz: Nunca entra como favorito absoluto, mas raramente passa despercebido.
- Mikel Landa: Regular na Catalunha, mas com dúvidas sobre o nível atual.
- Derek Gee: Cada vez mais sólido em corridas de uma semana.
| Etapas e percurso |
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Etapa 1
Sant Feliu de Guíxols – Sant Feliu de Guíxols (172,7 km)
Começa como sempre: etapa aparentemente tranquila, mas na prática tudo menos isso. O final em subida (600 metros a 4,2%) é perfeito para os mais resistentes… Não é tirada para fazer diferenças na geral desde logo, mas é suficiente para criar tensões e obrigar as equipas a posicionarem-se desde o primeiro dia.

Etapa 2
Figueres – Banyoles (167,4 km)
Outra etapa “plana” que não é propriamente plana. Cerca de 2.000 metros de acumulado, terreno irregular e um final ligeiramente ascendente. Deve acabar ao sprint, mas dificilmente será um dia fácil para os sprinters puros.

Etapa 3
Costa Daurada – Costa Daurada (159,4 km)
Talvez a etapa mais difícil de ler. Começa dura, com montanha logo no início, e vai suavizando até à meta. Pode dar fuga, pode dar sprint reduzido. É daquelas etapas que dependem mais da leitura de corrida do que do perfil em si.
Etapa 4
Mataró – Vallter (173 km)
Aqui começa a corrida a sério. Primeira chegada em alto, com a subida final a Vallter (11,4 km a 7,6%). Não é apenas uma subida longa, é uma subida que chega depois de desgaste acumulado. Quem estiver mal perde tempo aqui; quem estiver bem começa a construir a geral.

Etapa 5
La Seu d’Urgell – Coll de Pal (155 km)
A etapa rainha. Cinco subidas categorizadas, mais de 4.000 metros de acumulado e final em alto no Coll de Pal. É uma etapa de grande volta, sem exagero. Terreno irregular, subidas pouco constantes e muito desgaste. Ideal para ataques de longe e para equipas fortes imporem ritmo.

Etapa 6
Berga – Queralt (158 km)
Outro dia brutal. Três subidas de primeira categoria e final em Queralt. É o típico dia em que a corrida pode explodir cedo. Se a geral ainda estiver aberta, este pode ser o dia mais decisivo da semana.

Etapa 7
Barcelona – Barcelona (95 km)
O clássico circuito de Montjuïc. Curto, explosivo, nervoso. Não é uma etapa de desfile, é muitas vezes um dia de ataques constantes. Se houver diferenças pequenas na geral, tudo pode mudar aqui.

| Equipas / Start List |
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As equipas que podem decidir a corrida:
UAE Team Emirates-XRG: Com Almeida, McNulty e Vine, tem profundidade para controlar e atacar.
Visma | Lease a Bike: Com Vingegaard e Kuss, continua a ser referência em controlo de corrida.
Red Bull-BORA-hansgrohe: A equipa mais completa em termos de opções. Pode jogar em várias frentes.
Ineos Grenadiers: Sem favorito claro, mas com várias cartas para top 10 e etapas.
Decathlon CMA CGM: Gall e Riccitello podem ser dos mais agressivos na montanha. Seixas não está, é pena.
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