Sabemos o que estamos a dizer quando enumeramos alguns (poucos!) ciclistas de elite que têm condições para bater Tadej Pogacar… Mas uma coisa é ter potencial para isso, outra coisa é conseguir fazê-lo. Prova disso foi a parte final da Milão-Sanremo 2026!
Pogacar venceu finalmente o primeiro “monumento” da época, um dos dois de cinco que ainda não tinha no seu currículo. Mas não foi tarefa fácil, nem para ele, nem para as equipas. Todas as equipas.
Speechless. Absolutely speechless. What a fucking finish.
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— Milano Sanremo (@Milano_Sanremo) March 21, 2026
O plano seria simples: aproveitar as dificuldades da Cipressa, a primeira subida desafiante da corrida, a cerca de 30 km da meta, para atacar. Era isto que estava na cabeça do esloveno. Assim teria sido, de forma linear, caso, escassos metros antes, ter acontecido o que ninguém estava à espera…
Pogacar… caiu! Roda a frente a fugir, queda para a esquerda bem no centro dos ciclistas que iam na cabeça do pelotão. Pogacar levou consigo ao chão nomes como Girmay, van der Poel, Wout van Aert… Perderam segundos, perderam força mental…?
How costly might this moment be as Tadej Pogačar falls just a few kilometres from the Cipressa — the group also includes Biniam Girmay and Wout van Aert! 😮 pic.twitter.com/yelICXaRiK
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Sim e não. Uns perderam isso, Pogacar não. E não será normal ter acontecido isto. O ciclista da UAE Emirates reforça o seu estatuto de lenda ao elevar o ritmo a partir daí, a mandar a equipa intensificar o ritmo.
Minutos depois estava de novo no topo da corrida, já com o seu colega del Toro a abrir caminho ao primeiro ataque de Pogacar, que aconteceu, imagine-se, ainda na subida da Cipressa!
POGI-NATION, RISE UP 🫡
The ego of the World Champ, down a few kilometers ago, and he goes thermonuclear in La Cipressa! Only Tom Pidcock, and his best frenemy, Mathieu van der Poel, can follow!
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Quem acompanhou? Apenas Mathieu van der Poel, que defendia o título, e Tom Pidcock, mais uma vez a começar a época em grande forma, e nas vésperas de alinhar na Volta à Catalunha.
Houve colaboração entre os três, também houve Pogacar a “trair” os companheiros de fuga atacando de surpresa, mas somente no Poggio, a última subida antes da meta, cerca de 8 km antes, um deles cedeu. Foi van der Poel.
Chegou a ter meio minuto, recuperou, tal como o restante pelotão, mas não chegou. Wout van Aert, tire-se o chapéu, também recuperou bem e forçou o avanço nos últimos kms para chegar ao 3º lugar. Conseguiu.
A vitória, essa, estava a ser discutida lá na frente, ao sprint, entre Pogacar e Pidcock. O esloveno ia na frente, o britânico na roda; Pidcock levantou-se primeiro, Pogacar levantou-se também, e a diferença foi de apenas meia roda…
AGAINST ALL ODDS! HE’S DONE IT! 🏆🇮🇹@TamauPogi is your @Milano_Sanremo champion! He is a winner of four of the five Monuments!
Bruised. Battered. Champion.
Bravo, Tadej! Bravo! #WeAreUAE | #MilanoSanremo pic.twitter.com/F1zTPioLIN
— @UAE-TeamEmirates (@TeamEmiratesUAE) March 21, 2026
Mas para a história é isso que fica: a vitória de Pogacar, depois de queda e de muitos ataques. Grandes ciclistas, grandes momentos de ciclismo…
Mas fica na retina a capacidade de Tom Pidcock. Confessamos a nossa admiração por este ciclista e temos uma certeza: Tom, tivesses arrancado dois segundos antes e terias vencido…



