Mads Pedersen (Lidl-Trek) esteve no podcast “In the Middle of Lidl-Trek” sobre a sua corrida contra o tempo para regressar ainda a tempo das clássicas da primavera – ou melhor, de algumas…
Depois de ter sofrido uma queda brutal a 70 km/h no início de fevereiro, na Volta a Valência, o dinamarquês está a tentar recuperar a forma em Maiorca, apesar das fraturas na clavícula e no pulso. Incapaz ainda de suportar as dores causadas pelas vibrações da estrada, Pedersen está a submeter-se a longas sessões no rolo de treino, na esperança de desafiar os melhores já no próximo mês.
O campeão mundial de 2019 abordou ashipóteses de regressar ao pelotão nas próximas semanas. “Se não acreditássemos num regresso a tempo das clássicas, não estaria a esforçar-me tanto e a destruir-me no rolo de treino em casa. Durante o último bloco de treino, passei 20 horas no rolo e apenas três horas no total na estrada. Não é o ideal, digamos assim”.
O nórdico explica como decorreu a operação. “A cirurgia à clavícula foi tranquila, mas tiveram de remover uma placa antiga e substituí-la por uma nova. Esta foi a parte mais dolorosa: com os parafusos no osso, senti uma sensação de ardor. O pulso é mais delicado por causa das vibrações no asfalto”.
ESperança é a palavra de ordem de Mads Pedersen: “É uma grande incógnita: como reagirá o meu corpo quando iniciar a competição logo nas clássicas? Se o conseguir, serão as minhas primeiras corridas da temporada após o acidente. Mas, como se diz na Dinamarca, há muitos caminhos que levam a Roma, e estamos simplesmente a seguir uma rota diferente este ano”, disse.
Crédito da imagem: Vuelta – ASO/X



