A quinta edição da Clásica Jaén confirmou, esta segunda-feira, o estatuto de corrida de culto no calendário internacional, com espetáculo garantido nas estradas de terra batida em redor de Úbeda — e com triunfo de autoridade de Tim Wellens.

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O belga decidiu a corrida a 64 quilómetros da meta, quando saltou do grupo na companhia de Mark Donovan. A parceria durou pouco: Wellens rapidamente impôs o seu ritmo e deixou o britânico para trás, lançando-se numa longa cavalgada solitária.

Com a UAE Team Emirates XRG a controlar atrás, tirando partido da superioridade numérica, o belga geriu a vantagem até cortar a meta isolado.

Na luta pelos restantes lugares do pódio, o cenário foi tudo menos linear. Tom Pidcock assegurou o segundo posto, enquanto Maxim Van Gils foi surpreendido no sprint final pelo ataque de Jan Christen. O suíço chegou a cruzar a linha em posição de pódio, mas viria a ser desclassificado, abrindo caminho para Benoît Cosnefroy herdar o terceiro lugar e somar o seu primeiro pódio com as novas cores.

“No papel, a tática era simples”, explicou Wellens no final. “Tínhamos uma equipa muito forte e queríamos tirar partido disso, colocando sempre alguém na frente e obrigando os outros a perseguir. Desde cedo senti que estava bem. Custou-me soltar o Donovan, mas depois encontrei o meu ritmo.”

Ainda assim, o triunfo esteve longe de ser tranquilo. A 16 quilómetros da meta, numa descida traiçoeira em estrada enlameada pela chuva, Wellens perdeu momentaneamente o controlo da bicicleta.

“Na minha cabeça já me preparava para o impacto, porque achei que ia cair”, confessou. “Acabei por ter sorte. Por momentos, já me imaginava no chão.”

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O susto reduziu parte da vantagem, mas não impediu o belga de confirmar uma vitória construída com coragem — e sangue-frio — nos setores de terra de Jaén.

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