Mathieu van der Poel ocupa uma posição rara no ciclocrosse. Domina a disciplina e, ao mesmo tempo, evita compromissos claros sobre o futuro. À medida que 2026 avança e o Mundial de Hulst se aproxima, essa pressão aumenta.

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O neerlandês, com 31 anos, controla a época. Soma vitórias com regularidade e impõe diferenças cedo nas corridas. Ataca quando quer, gere o ritmo e responde sem hesitação a qualquer ataque.

Além disso, os números sustentam a percepção visual. Ultrapassou a marca das 50 vitórias na Taça do Mundo e superou o registo histórico de Sven Nys. Agora, pode conquistar um oitavo título mundial individual, algo inédito.

Portanto, não se trata apenas de ganhar. Trata-se de moldar uma era.

Hulst pode ser o ponto de viragem

O Campeonato do Mundo em Hulst surge como momento simbólico. Corre em casa, num ambiente que lhe é favorável. Parte como favorito claro.

No entanto, o foco mediático não está só no resultado. Muitos observadores perguntam o que fará depois. O próprio Van der Poel evita respostas definitivas. Ele admite que o oitavo título é um objetivo. Ainda assim, não garante continuidade plena no ciclocrosse.

Impacto direto no pelotão

Se reduzir presença no inverno, o equilíbrio competitivo muda de imediato. As corridas tornam-se mais abertas. Nomes como Thibau Nys ou Tibor del Grosso ganham espaço.

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Além disso, a equipa depende da sua imagem. A sua ausência altera o interesse mediático, audiências e valor comercial das provas. O efeito vai além do resultado desportivo.

Van der Poel não fala em abandono imediato. Também não promete continuidade longa. Mantém uma posição intermédia. Ele já garantiu lugar na história do ciclocrosse. Agora avalia onde maximiza impacto e longevidade.


Artigo por:
André Canuto
Crédito das imagens:
Conta X – UCI CX
https://x.com/UCI_CX/status/2015449860518928629/photo/2

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