A Volta ao Algarve 2026 surge com um desenho profundamente renovado, introduzindo alterações relevantes que prometem aumentar a competitividade e o interesse estratégico da prova. A principal novidade passa pela criação de pontos quentes com bonificação de tempo, um fator que pode redefinir a luta pela classificação geral logo nas primeiras etapas.

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Durante a apresentação oficial da corrida, realizada em Faro, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, destacou o impacto desta inovação: “Num espaço de apenas um quilómetro e cem metros é possível ganhar nove segundos. Um corredor pode não vencer a etapa e, ainda assim, assumir a camisola amarela”, sublinhando a importância tática destas bonificações.

Integrada no calendário internacional na categoria UCI ProSeries 2.Pro, a Volta ao Algarve decorre entre 18 e 22 de fevereiro, com um total de cinco etapas. A edição de 2026 ficará ainda marcada pelo arranque inédito em Vila Real de Santo António, local que recebe pela primeira vez a partida da prova, e pela consagração final no Alto do Malhão, em Loulé.

O percurso mantém alguns dos elementos clássicos da corrida algarvia, mas com ajustes significativos. O contrarrelógio individual regressa a um traçado totalmente plano, sendo disputado no terceiro dia, ao contrário de 2025, quando foi decisivo no último dia com final em alto. Para além disso, o programa inclui etapas vocacionadas para sprinters e duas chegadas em montanha, na Fóia e no Malhão, garantindo um equilíbrio entre diferentes perfis de corredores.

A corrida abre no dia 18 de fevereiro com uma etapa de 185,6 quilómetros entre Vila Real de Santo António e Tavira. Este primeiro dia apresenta desde logo um elemento diferenciador: três sprints bonificados concentrados em pouco mais de um quilómetro, criando um cenário ideal para movimentações precoces na geral.

A segunda etapa, com 157,1 quilómetros, liga Portimão ao Alto da Fóia, em Monchique, onde se disputa a primeira chegada em montanha da edição. O traçado inclui igualmente três pontos quentes, reforçando o carácter seletivo da jornada.

No terceiro dia, a 20 de fevereiro, os corredores enfrentam o contrarrelógio individual de 19,5 quilómetros, com partida e chegada em Vilamoura e passagem por Quarteira, num percurso rápido e sem grandes dificuldades altimétricas.

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A quarta etapa liga Albufeira a Lagos, numa distância de 182,1 quilómetros, incluindo um circuito final de 32 quilómetros, propício tanto a chegadas compactas como a ataques tardios.

A Volta ao Algarve 2026 encerra com a tradicional etapa rainha, a 21 de fevereiro, partindo de Faro rumo ao Alto do Malhão, em Loulé, ao fim de 153,1 quilómetros. A grande novidade deste dia é a dupla passagem pela subida, integrada num circuito final de 45 quilómetros, aumentando a exigência física e o espetáculo competitivo até ao último metro.

Crédito da imagem: Paulo Maria/Federação Portuguesa de Ciclismo

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