Matteo Jorgenson vai ficar sem a ambicionada liderança da sua equipa numa grande Volta em 2026. Durante a conferência de imprensa da Visma-Lease a Bike em La Nucia, no sul de Espanha, o programa do norte-americano foi revelado e apenas consta o Tour entre participação em corridas de três semanas, e neste Jorgenson voltará a ser gregário de luxo de Jonas Vingegaard.  

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Com Jonas Vingegaard comprometido com a dobradinha Giro-Tour, Jorgenson deixou claro que o seu foco para a Grande Boucle continua na classificação geral com o líder dinamarquês, cabendo-lhe tentar vencer etapas se a corrida oferecer as circunstâncias adequadas. 

“Penso que não é diferente de outros anos. Sempre esperei ter a oportunidade de procurar uma vitória na etapa, mas o foco estará no Jonas e na classificação geral para todos”, assumiu. 

Mas se Vingegaard disputará o Giro e o Tour, e ainda não há um líder definido para a classificação geral da Vuelta, será a oportunidade perfeita para Matteo Jorgenson liderar a equipa numa grande Violta em 2026? “Não pretendo ir à Vuelta. Vou disputar o Campeonato do Mundo e, depois, a Lombardia”, esclarece. 

 O norte-americano falou ainda bastante sobre a inesperada retirada de Simon Yates, descrevendo o telefonema que trouxe a notícia e a reação da equipa. 

 “A Grisha Neermann ligou-me há algumas noites e disse-me que o Simon tinha anunciado a sua retirada. A minha opinião sobre a vida de outra pessoa não importa muito. Não julgo as pessoas pelas decisões que tomam. Tenho ainda mais respeito por ele, porque sei que não foi uma decisão fácil. Tenho a certeza de que ele tem boas razões, e só se compreende a experiência de alguém quando a conhecemos por dentro. Aplaudo-o por ter tido a coragem de tomar uma decisão difícil e estar seguro dela. Não posso fazer mais do que isso”, contou. 

“Simon não falou sobre isso no ano passado, pelo menos não publicamente ou connosco. Provavelmente, com as pessoas mais próximas, mas foi muito profissional no ano passado. Esteve sempre muito presente em todas as corridas e estágios em que estive com ele. Falámos sobre se alguém ficou surpreendido, se alguém teve a impressão de que ele estava desmotivado, e nenhum de nós pode afirmar isso com certeza, porque ele foi muito profissional”, disse. 

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“Foi o Simon Yates de sempre em todas as corridas que disputou. Talvez até melhor do que nunca, esteve a um nível muito elevado no ano passado. Eu não ganhei o Giro e não sei como é essa experiência, por isso não o posso julgar por isso. Tudo o que vi foi ele a ganhar o Giro e, alguns dias depois, a ir para a altitude e juntando-se a nós a preparar-nos para o Tour. Eu só pensei: ‘Uau, este tipo é extremamente dedicado’. Não fez nenhuma celebração espantosa do Giro…”, recordou. 

Crédito da imagem: Visma Lease a Bike/X

 

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