O Superprestige regressou a Diegem com a habitual atmosfera noturna e um circuito rápido que voltou a proporcionar ciclocrosse de altíssimo nível. A combinação de asfalto, zonas rápidas, o icónico setor de areia e milhares de adeptos cria um cenário único no calendário, e a edição deste ano confirmou novamente por que esta é uma das provas mais aguardadas do inverno.
Entre ataques, quedas, perseguições impossíveis e reviravoltas tardias, a noite terminou com vitórias de Tibor del Grosso e Puck Pieterse, cada uma construída em circunstâncias bem diferentes.
Del Grosso resiste a Nys e vence após um final de loucos
A corrida masculina começou com drama logo nos primeiros metros: Michael Vanthourenhout, segundo da geral, caiu após ser tocado por trás, obrigando-o a uma longa recuperação.
Na frente, Tibor del Grosso aproveitou o caos e acelerou cedo, abrindo um primeiro intervalo decisivo ao passar pela zona de areia com enorme fluidez.
Thibau Nys assumiu então o papel de perseguidor. O belga reduziu distâncias ao longo de várias voltas, chegando mesmo a colar-se à roda do neerlandês, mas cada passagem pelo setor de areia voltava a desfazer o equilíbrio: Del Grosso entrava e saía mais rápido, Nys recuperava mais tarde no circuito técnico. O duelo tornou-se o eixo central da corrida.
Entretanto, vindo de trás, Vanthourenhout assinava uma recuperação impressionante, alcançando a zona de pontos e mantendo viva a luta pela classificação geral.
O momento decisivo aconteceu já na penúltima volta. Nys atacou antes da entrada no arenal e chegou a isolar-se, mas um erro numa estaca fez com que caísse — e Joran Wyseure, que seguia colado, foi também ao chão. Del Grosso passou pelos dois sem oposição e abriu um espaço que se tornaria definitivo.
Com Nys desgastado e Wyseure atrasado, o neerlandês da Alpecin-Deceuninck controlou a última volta e selou uma vitória marcada tanto pela força como pela capacidade de evitar erros.
Top 3 masculino – Superprestige Diegem:
- Tibor del Grosso
- Joran Wyseure +3s
- Thibau Nys +21s
Pieterse domina Diegem
A corrida feminina trouxe outro tipo de narrativa: sem Lucinda Brand, dominadora absoluta da temporada, o favoritismo caiu imediatamente sobre Puck Pieterse, que respondeu com a clareza que se esperava.
A prova começou com o susto da queda de Inge van der Heijden, forçada a abandonar.
Pieterse colocou-se logo nas primeiras posições, acompanhada por Marie Schreiber e Ceylin del Carmen Alvarado, até que o primeiro momento chave surgiu na segunda volta: na temida zona de areia, a neerlandesa passou montada sem hesitar enquanto as adversárias desmontaram, criando ali um intervalo que se transformaria no alicerce da sua vitória.
A vantagem só não foi totalmente tranquila devido a um furo na penúltima volta, que obrigou Pieterse a trocar de bicicleta e reduziu a diferença para Schreiber.
Ainda assim, recuperou ritmo rapidamente e voltou a distanciar-se, mantendo o controlo até cortar a meta.
Na luta pelo pódio, Schreiber assegurou a segunda posição com autoridade, enquanto Alvarado segurou o terceiro lugar após resistir ao esforço final de Blanka Vas.
- Puck Pieterse
- Marie Schreiber +11s
- Ceylin del Carmen Alvarado +47s
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