Tadej Pogacar está nas Canárias para participar no TotalEnergies Gran Fondo Pico de las Nieves, juntamente com muitos outros ciclistas profissionais. O esloveno aproveitou a sua estadia em Gran Canaria para reafirmar o seu desejo de vencer, em 2026, a única grande Volta que falta no seu currículo, a Vuelta. Um objetivo constantemente dificultado pela complexidade de conciliar a prova espanhola com a Volta a França.

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“Digo sempre que se trocassem as datas do Giro e da Vuelta, seria muito melhor por causa das condições meteorológicas e assim beneficiaria os ciclistas na escolha do calendário”, admitiu o bicampeão mundial.

Esta declaração reacende um debate que persiste há vários anos. Tal alteração resolveria, de facto, diversos problemas, principalmente os relacionados com as condições climatéricas. Há etapas do Giro que são encurtadas quase todos os anos devido ao frio e à neve… Enquanto, em Espanha, no pico do verão, os ciclistas têm de lidar com temperaturas extremas na Vuelta.

A posição de Pogacar foi apoiada por Adam Hansen, presidente da CPA – Associação de Ciclistas Profissionais: “Tenho dito isto nos últimos anos no PCC [Conselho de Ciclismo Profissional] e em várias outras reuniões. Fui ridicularizado, mas obviamente, nunca correram o Giro sob chuva congelante e neve, nem a Vuelta sob calor abrasador. Este é o maior problema do ciclismo: a tradição está a atrasar o desporto.”

Crédito da imagem: UAE Emirates/X

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