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José Poeira deixa o cargo de selecionador após uma profunda influência na modalidade e nos ciclistas que se tornaram referências nas últimas duas décadas... Artigo de opinião por Elisabete Silva. O anúncio da retirada de José Poeira não foi uma surpresa. Ainda há poucos meses, numa entrevista ao Diário de Notícias, o selecionador nacional de estrada não dizia diretamente, mas ficava subentendido que contemplava a saída do cargo após mais de 20 anos em que o ciclismo muito cresceu e muito tem a agradecer à mentalidade, sabedoria e crença de José Poeira. PUB O agora ex-selecionador acreditava que os ciclistas portugueses podiam estar no topo mundial. A confirmação do adeus chegou agora e, mesmo que se esperasse, é impossível não haver uma sensação de perda. Todo o ciclo tem um fim e este chega numa altura que Portugal tem um ciclista entre os melhores voltistas do mundo e outro que ameaça tornasse num caso sério de sucesso. João Almeida e António Morgado têm Poeira como uma das pessoas que acreditou e “puxou” por eles, fazendo-os ver que podiam chegar onde já estão e que podem ir mais longe. Apoiado por uma estrutura federativa que, com a chegada de Artur Lopes à presidência, passou a alargar horizontes além fronteiras, José Poeira fez algo que até então parecia improvável: ir para as provas internacionais com objetivos ambiciosos, contribuindo para a sua evolução com uma experiência além do pelotão nacional, tendo ao seu dispor os melhores atletas. Muitos deles acabariam por se tornar neste século referências. Começaram muito jovens a serem chamados por José Poeira, a ganharem a referida experiência internacional, algo que ajudou a moldar uma era em que Portugal passou a ver com naturalidade a chegada de mais atletas ao World Tour e com qualidade para marcarem a diferença e terem carreiras longas nesse nível. Homem de caráter, minucioso na preparação das corridas, de uma entrega total à modalidade e aos ciclistas. Com Poeira ao leme os ciclistas passaram a querer ainda mais vestir a camisola da seleção, com objetivos altos e não apenas para participar.PUB Nelson Oliveira é exemplo disso mesmo. Na sua mensagem de agradecimento salienta precisamente como José Poeira acreditou nele desde jovem e, por isso mesmo, aquele que é há muito um dos melhores gregários do pelotão internacional, nunca disse não ao selecionador no momento de representar o país, mesmo após temporadas exaustivas. Os pódios e top 10 que alcançou, que o colocaram como um dos melhores contrarrelogistas, são mais um exemplo do que de bom aconteceu na era de José Poeira como selecionador. Os sucessos foram muitos. Não se medem somente por vitórias, mas, naturalmente, são essas que acabam por marcar uma carreira. Há quem defenda que o triunfo na Taça das Nações de sub-23 em 2008 foi um ponto de viragem e a grande conquista de Poeira – o próprio o destaca -, porque nada foi o mesmo depois desse feito. A partir daí, os resultados positivos não pararam de chegar, ainda que antes já tivesse havido um inesperado: a medalha de prata olímpica de Sérgio Paulinho, em Atenas2004, é um ponto muito alto no ciclismo nacional, batido pela camisola mais desejada (a nível de seleções): a do arco-íris.PUB Florença 2013 foi um momento inesquecível. Rui Costa – mais um ciclista que desde jovem vinha a ser “preparado” na seleção para altos voos e que esteve envolvido na vitória da Taça das Nações – tinha, na opinião de José Poeira, uma extraordinária oportunidade para alcançar algo nunca visto no ciclismo português. O percurso na cidade italiana era perfeito. Juntou-se um ciclista exímio na leitura de corrida e em excelente momento de forma, a um selecionador que roça a perfeição tática antes e durante uma prova e tínhamos os ingredientes necessários para algo de bom acontecer. Não é incomum ouvir um corredor dizer que se fizesse tudo como manda Poeira, os resultados seriam melhores (o problema é que as pernas às vezes não correspondem à vontade!). Em Itália não foi o caso, as pernas corresponderam, a frieza e inteligência de Rui Costa fizeram o resto: sagrou-se campeão do mundo! Nos últimos dias multiplicaram-se as mensagens de agradecimento / despedida, comprovando a influência que José Poeira teve no ciclismo e o respeito, carinho e admiração que cultivou nos cerca de 50 anos dedicados à modalidade, como ciclista e selecionador. Quem com ele privou sabe que falar de ciclismo com José Poeira era especial, pois raramente não se aprendia algo por muito que se pratique ou se assista! Recentemente foi editada uma biografia que revela um pouco mais do homem, do ciclista, do selecionador. “Alguma Coisa Boa Há-de Acontecer-me” é o título, inspirado numa frase do próprio. E algo de muito bom aconteceu no ciclismo nacional nas últimas duas décadas e resta-nos agradecer todo o trabalho feito, toda a dedicação, que, além de influenciar gerações de atletas, contribuiu igualmente para os adeptos terem os seus ídolos portugueses. Crédito das imagens: Federação Portuguesa de Ciclismo PUB
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