Chega ao fim uma das carreiras mais brilhantes da história do ciclismo português. Rui Costa, nascido a 5 de outubro de 1986, na Póvoa de Varzim, anunciou o final da sua jornada como ciclista profissional, encerrando mais de duas décadas de dedicação, talento e superação sobre duas rodas.
Formado no ASC de Guilhabreu e revelado pelo Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa rapidamente se destacou pela inteligência tática e pela capacidade de resistência em terreno montanhoso. O seu talento levou-o a representar equipas de renome mundial como Caisse d’Épargne, Movistar Team, Lampre-Merida, UAE Team Emirates, Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux e EF Education – EasyPost.
Ao longo da carreira, colecionou feitos históricos que colocaram Portugal no topo do ciclismo internacional:
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Campeão Mundial de Fundo (2013) — o único português a conquistar este título;
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Três vezes vencedor da Volta à Suíça (2012, 2013 e 2014);
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Três vitórias em etapas do Tour de France (2011 e 2013);
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Uma vitória na Vuelta a España (2023), prova da sua longevidade e espírito competitivo;
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Inúmeros pódios e vitórias em clássicas e provas por etapas de prestígio.
Mais do que um campeão, Rui Costa foi um símbolo de profissionalismo, humildade e paixão. A sua forma de competir — sempre com inteligência, coragem e respeito pelos adversários — conquistou fãs em todo o mundo e inspirou gerações de jovens ciclistas portugueses.
Ao despedir-se, Rui Costa deixa uma mensagem de gratidão e serenidade, afirmando que “o ciclismo fez-me tão feliz” e que “a paixão pelas duas rodas nunca acabará”.
O ciclismo português deve-lhe muito — pelo exemplo, pela ambição e por ter mostrado que o talento nacional pode brilhar nos maiores palcos do mundo.
Crédito da imagem: EF Education/X



