Remco Evenepoel, que construiu parte da sua carreira no seio da Quick-Step com Shimano, deu recentemente um passo audacioso ao mudar-se para a Red Bull – BORA – Hansgrohe e adotar componentes SRAM.

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Recentemente, e após três vitórias no Mallorca Challenge, os olhos estavam postos numa pequena, porém, funcional aposta… a transmissão 1×12.

O sistema 1×12 elimina o duplo prato, simplificando a transmissão e reduzindo o risco de erros mecânicos. Para terrenos técnicos e corridas de um dia, pode fazer sentido.

Menos mudanças, menos problemas? Mas no contexto de grandes voltas, onde a variedade de subidas longas exige uma gama de relações mais ampla, a escolha pode limitar a capacidade de ajustar cadências.

A troca para SRAM também levanta questões. É indiscutível que a marca oferece grupos leves e fiáveis, mas a familiaridade com Shimano, especialmente na gestão de mudanças sob pressão, pode trazer algumas dificuldades.

Mesmo para um talento como Evenepoel, cada ajuste de equipamento implica adaptação, algo que pode influenciar performances em provas cronometradas e etapas decisivas de montanha.

Se a tendência se confirmar, poderemos ver cada vez mais corredores de topo a experimentar configurações 1×12, especialmente nas clássicas e provas de média-montanha.

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O tempo dirá se esta aposta se traduz em ganhos reais de performance ou se se torna um risco calculado. Uma coisa é certa, na bicicleta de Remco, cada grama, cada mudança e cada decisão técnica são agora escrutinadas com lupa.

Crédito das imagens:
Conta X Red Bull – BORA – Hansgrohe
https://x.com/RBH_ProCycling/status/2016420991493103956/photo/1

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