João Almeida prepara-se para a sua quarta participação consecutiva na Volta a Espanha, que arranca este sábado em Turim, partilhando a liderança da UAE Emirates com o espanhol Juan Ayuso.
Depois de uma primeira metade da temporada de grande nível, com vitórias nas Voltas ao País Basco, Romandia e Suíça, Almeida foi obrigado a abandonar o Tour de França devido a uma queda que lhe fraturou uma costela. Essa lesão condicionou a preparação para a Vuelta, já que esteve cerca de 10 dias parado e só conseguiu treinar a 100% durante duas semanas e meia.
Apesar disso, afirma sentir-se a 90 e poucos por cento da sua forma, acreditando que pode crescer ao longo da corrida: “Estou confiante, mas com os pés assentes na terra. O importante é gerir esforços e poupar ao máximo”, declarou o corredor português em entrevista ao jornal A Bola.
O português reconhece a força da Visma-Lease a Bike com Jonas Vingegaard, mas acredita que a dureza da corrida pode até favorecer o seu estilo de corredor. Destaca também a confiança que tem na sua equipa, elogiando a coesão do grupo, e garante que os atritos com Ayuso ficaram resolvidos, encarando a coliderança como uma vantagem estratégica.
Sobre o percurso, aponta o Alto de l’Angliru como a subida mais exigente: “É o inferno, mas gosto. Vai depender das pernas.”
Quanto ao futuro, confirmou que renovou com a UAE Emirates até 2028 e não esconde a ambição de regressar ao Giro ou lutar pelo pódio no Tour nos próximos anos.
Por fim, comentou a dureza da carreira no ciclismo profissional, referindo que os corredores começam muito cedo e vivem sempre com o tema da reforma no horizonte, mas reforçou a sua paixão pela modalidade. Também destacou o talento emergente do português Lucas Lopes no escalão sub-23.
Crédito da imagem: UAE Emirates



