“Jasper [Philipsen] e Michael [Matthews] são bons amigos. Estou muito satisfeito por ter perdido para eles. Este pódio foi um dos momentos mais bonitos da minha vida”, declarou Tadej Pogacar no último sábado, após a Milão-Sanremo, felicitando calorosamente os dois primeiros classificados da clássica monumento.
Palavras e imagens de partilha e amizade que devem ter feito Lance Armstrong saltar à frente da sua televisão. O norte-americano, despojado das sete vitórias no Tour de França por doping, continua a acompanhar o ciclismo, de longe, e criticou recentemente a evolução das relações entre os atuais campeões.
« Ils se font des p***** de câlins » 🤬
Lance Armstrong critique fermement la rivalité « ami-ami » des coureurs… Et vous, qu’en pensez-vous ?
📹 @lancearmstrong @dannyduncan69#Armstrong #LanceArmstrong #Pogacar #Philipsen #Matthews #milansanremo #cycling #cyclisme pic.twitter.com/4NgkIpcj6Z
— Cyclism'Actu (@cyclismactu) March 18, 2024
“Abraços e cumprimentos? Isso teria sido totalmente estranho para mim”, reage Armstrong num vídeo publicado nas suas redes e produzido com o YouTuber norte-americano Danny Duncan.
Se por um lado confessa estar “impressionado com esta geração de ciclistas, em muitos aspetos mais talentosos” do que a sua, Lance Armstrong explica a sua total incompreensão relativamente ao profundo espírito de fair-play desportivo que reina entre as estrelas da nova geração, que “não competem como nós”, diz o antigo corredor.
I’m impressed with this generation of cyclists. In many ways, they are more talented. But they do not compete like we did.
Hugs and high fives? This would have been totally foreign to me.
(via @DannyDuncan69) pic.twitter.com/rXJyB5rvPX
— Lance Armstrong (@lancearmstrong) March 14, 2024
“Essa nova geração, esses tipos estão a lutar, golpe por golpe, competindo entre si, alguns vão perder… e quem perde, depois da corrida chega para quem o acabou de o derrotar e diz: ‘estou aqui, parabéns, gostei de ter perdido para ti’. Digo para mim mesmo, o quê!? Estão à espera para que todos se possam abraçar depois de terem acabado de perder?”, exclama, surpreso, Lance Armstrong.
“Não estou a dizer que na nossa geração se faziam as coisas certas, nem que eu ficava orgulhoso. Mas as corridas da nossa geração eram melhores”, conclui Armstrong.
Créditos da imagem: Milão-Sanremo Twitter – https://twitter.com/Milano_Sanremo/status/1769032477169909881/photo/1





