E que tal contar-se com Aleksandr Vlasov como efetivo candidato ao pódio do próximo Tour de França? Não parece improvável… O russo da Bora-Hansgrohe está a cumprir uma temporada muito boa e em progressão com vista ao seu maior objetivo, a grande volta francesa, que começa daqui a duas semanas (dia 1 de julho).

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Prova dessa aptidão do líder da equipa alemã foi a vitória na Volta à Romandia e agora o triunfo na quinta etapa da Volta à Suíça, que o projeta desde já para a primeira posição da prova helvética. Vlasov não só se superiorizou aos seus rivais – um bom punhado deles de elevado nível e que também terão ambições ao Tour -, como mostrou, uma vez mais, a sua inteligência e capacidade de leitura de corrida.

Numa etapa em que o perfil de altimetria assemelhava-se aos dentes de uma serra, um autêntico parte-pernas na segunda metade do percurso, foram cinco os corredores que disputaram a vitória em Novazzano e o russo é que se impôs num sprint de longe, em falso plano ascendente, em que deixou para trás o norte-americano Neilson Powless (EF Education-EasyPost), o dinamarquês Jakob Fuglsang (Israel-Premier Tech) e o britânico Geraint Thomas (Ineos Grenadiers), que ocuparam as posições seguintes.

Na classificação geral, Aleksandr Vlasov conquistou a camisola amarela em detrimento do britânico Stephen Williams (Bahrain Victorious), que se viu muito rapidamente atrasado nesta etapa. O russo está respetivamente 6 e 7 segundos à frente de Jakob Fuglsang e Geraint Thomas, enquanto o dinamarquês Andreas Kron (Lotto Soudal) é o quarto a 14 segundos, à frente de um surpreendente Stefan Küng (Groupama-FDJ), quinto, a 16 segundos.

Ao invés, Remco Evenepoel (Quick-Step Alpha Vinyl) teve um dia mau e perdeu mais de 2 minutos, certamente despedindo-se da vitória final. O belga perdeu o contacto com o grupo principal numa subida a cerca de vinte quilómetros da meta, quando a Israel-Premier Tech imprimiu um ritmo forte em prol de Jakob Fuglsang.

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Foto Eurosport

Na subida final, para a meta, Jakob Fuglsang corresponde ao trabalho dos seus companheiros de equipa e ataca no grupo dos líderes. Com o dinamarquês, seguem Maximilian Schachmann, Aleksandr Vlasov, Felix Grossschartner (Bora-Hansgrohe), Tom Pidcock, Geraint Thomas (Ineos Grenadiers), Neilson Powless, Rigoberto Uran (EF Education-EasyPost), Marc Hirschi (UAE Emirates), Ion Izagirre (Cofidis), Andreas Leknessund (DSM), Domenico Pozzovivo (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) e Sébastien Reichenbach (Groupama-FDJ).

Mas a 4 quilómetros do ‘risco’, Fuglsang volta a acelerar e então apenas conseguem responder Aleksandr Vlasov, Neilson Powless e Geraint Thomas. Uma vez juntos, os homens da frente entreolham-se, e é último disparo de Vlasov o mais certeiro. Conseguirá o russo defender a camisola amarela. Se sim, poderá ser motivação determinante para encarar o Tour com redobrada ambição.

Foto principal: cyclingweekly.com

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