Por esta altura da carreira de Rohan Dennis já não se sabe muito o que esperar. Passou de um desejo de ser voltista no tempos da BMC, para se concentrar em ser um dos melhores contrarrelogistas do mundo (assim o é) e depois não se importou em tornar-se num gregário que já foi em algumas ocasiões de luxo. Vitórias? Lá está, são quase todas no contrarrelógio. Esta quinta-feira venceu a segunda etapa (em linha) no Tour Down Under e foi preciso recuar bastante para encontrar o último triunfo assim.

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Sem ser em contrarrelógio – e são muitas as vitórias individuais e por equipa – foi em 2017, na segunda etapa da Volta aos Alpes, entre Vipiteno e Innervillgraten (140,4 quilómetros). Dia de alta montanha, com Dennis a bater Thibaut Pinot. Era os tais tempos em que na BMC se tentava transformar o australiano em voltista.

Não se tornou num homem para as grandes voltas, mas, principalmente na INEOS Grenadiers continuou a trabalhar a capacidade de subir, de forma a ajudar os companheiros. Foi valiosíssimo na vitória de Tao Geoghegan Hart no Giro de 2020.

Na Jumbo-Visma desde 2022, nesta segunda etapa do Tour Down Under, 154,8 quilómetros entre Brighton e Victor Harbor (154,8 quilómetros), ter capacidade para subir foi importante para Dennis. Senão vejamos quem bateu: Jay Vine (UAE Team Emirates), Mauro Schmid (Soudal Quick-Step), Simon Yates (Jayco AlUla) e Jai Hindley (BORA-hansgrohe) – ordem dos primeiros classificados na etapa.

Este grupo de luxo de ciclistas isolou-se na última subida do dia. Yates inicialmente não ajudou, pois a sua equipa apostava em Michael Matthews, que sofreu um problema mecânico. No entanto, como o próprio Rohan Dennis referiu, o britânico acabou por colaborar nos últimos cinco quilómetros, quando ficou claro que o grupo poderia discutir a vitória.

Hindley ainda atacou já perto da meta, mas Dennis teve um poder de aceleração que deixou os adversários sem hipótese nos metros finais.

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“Deu muito trabalho [para ganhar]. Obviamente que eu lutei na subida para tentar passar com Jay e o Yates. Tinha esperança que o Yates não atacasse. Ele estava sentado e eu estava à espera disso. Tudo acabou bem”, realçou Rohan Dennis na entrevista pós-tirada.

“Não esperava estar a disputar a etapa, fiquei surpreendido. A subida é difícil da equipa controlar. Homens como o Jay e o Yates preocupam sempre nas subidas. Era óbvio o que ia acontecer”, acrescentou o ciclista de 32 anos.

O resultado teve ainda mais importância a nível coletivo na Jumbo-Visma, pois na segunda etapa Robert Gesink sofreu uma queda e fraturou a pélvis.

Em 2010, um jovem Rohan Dennis fez a sua primeira corrida World Tour precisamente no Tour Down Under. O australiano não esquece esse pormenor e admitiu estar orgulhoso por na terceira etapa partir como líder da corrida.

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A vitória em Victor Harbor valeu-lhe a liderança por três segundos sobre Jay Vine, desalojando um Alberto Bettiol (EF Education-EasyPost) já com o seu momento de glória na corrida, com o triunfo no prólogo.

O americano da INEOS Grenadiers Magnus Sheffield é dos ciclistas que estiveram bem no primeiro dia que se mantém na luta pela geral, sendo terceiro, a 12 segundos.

A terceira etapa terá 116,8 quilómetros entre Norwood e Campbelltown, com subidas para testar os candidatos à geral. Pormenores no vídeo em baixo.

Race Routes | Stage 3 | Santos Tour Down Under 2023

Classificações completas:

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Fotografia: Facebook Tour Down Under

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