Tom Dumoulin anunciou o abandono no final da presente temporada. O corredor de 31 anos fez o anúncio oficial nas suas redes sociais, encerrando as especulações sobre o seu futuro, que se seguiram ao desempenho frustrante e desistência no recente Giro de Itália e as declarações então proferidas pelo neerlandês.

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Dumoulin entrou no Giro com pretensões baixas de disputar a ‘maglia rosa’, mas esteve sempre muito mais aquém do que se seria expectável na montanha, até que decidiu desistir da corrida.

Foto Fabio Ferrari/LaPresse
O ex-vencedor do Giro encontrava-se numa encruzilhada na sua carreira, que já o fizera decidir-se por uma pausa sabática no início de 2021. Apesar ter regressado nesse verão e com resultado rápidos – conquistando a medalha de prata no contrarrelógio nos Jogos Olímpicos de Tóquio -, nunca conseguiu recuperar ao seu antigo nível de forma nas provas em linha.

O contrato de Tom Dumoulin com a Jumbo-Visma expira no final de 2022, e isso certamente terá pesado na decisão do corredor. “Decidi que 2022 será o meu último ano como ciclista profissional”, escreveu Dumoulin no Instagram.

“Em 2020, tive um ano muito difícil. No final desse ano treinei demasiado e ‘queimei’. No final de 2020, início de 2021, eu era apenas uma sombra de mim e, portanto, decidi fazer uma pausa no ciclismo para pensar no meu futuro”, recordo o neerlandês.

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Foto Michael Steele/Getty Images

“Mas apesar de ocasionalmente ainda ter voltado a ser o que era, especialmente este ano foi frustrante. O meu corpo sentia-se cansado e ainda se sente cansado. Assim que a carga nos treinos ou corridas aumenta, sofro fadiga, dores e lesões em vez de melhorar. O esforço no treino muitas vezes não levava aos desempenhos desejados. Há algum tempo que há um desequilíbrio entre minha dedicação a 100%, tudo o que faço e o sacrifico pelo meu desporto, e o que recebo em troca”, explicou Dumoulin.

“Com muita paciência e uma abordagem muito cautelosa, estou convencido de que posso recuperar todo o meu potencial. Mas esse seria um caminho longo e paciente, sem garantias de sucesso. Eu escolho não seguir esse caminho, mas abandonar o ciclismo ativo e seguir um caminho novo e desconhecido”, anunciou.

O calendário de corridas de Dumoulin para o que resta da última temporada da sua carreira ainda não foi confirmado, mas o corredor disse que terá como objetivo o contrarrelógio no Campeonato Mundial de Estrada na Austrália ainda este ano.

“Ainda não sei o que quero fazer depois da minha carreira de corredor profissional e também não quero saber neste momento. Mas sei que o meu amor pela bicicleta manter-me-á ligado ao mundo do ciclismo de uma forma ou de outra. Estou muito curioso sobre o que o futuro me reserva. Sinto-me feliz e agradecido e já olho para a minha carreira com muito orgulho”, conclui Dumoulin.

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