Uma semana depois de ter sido segundo classificado na corrida de fundo, Tadej Pogacar impôs-se no contrarrelógio, sagrando-se bicampeão nacional da especialidade. E bateu precisamente o homem que viu ganhar no domingo passado: Primoz Roglic (Jumbo-Visma).

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Aos 21 anos, Pogacar já é uma das estrelas do pelotão, principalmente depois de no ano passado ter vencido três etapas da Vuelta, ter sido terceiro na geral e ainda venceu a juventude. O vencedor dessa grande volta foi… Primoz Roglic. Já tem 30 anos, mas há que não esquecer que chegou mais tarde ao ciclismo, pois a primeira opção foi saltos de esqui.

A Eslovénia não só tem uma rivalidade interna, como pode tornar-se numa rivalidade com expressão mundial. Tendo em conta que este era uma país discreto no ciclismo, em poucos anos tem dois excelentes ciclistas, sem esquecer que há Jan Polanc e Matej Mohoric, por exemplo, este último um campeão mundial de sub-23.

Jan Polanc, colega de Pogacar na UAE Team Emirates, foi terceiro no contrerrelógio de 15,7 quilómetros, a 1:47 minutos. Uma distância grande para o duo da frente. Roglic ficou a nove segundos do agora bicampeão. Apesar de ter sido a especialidade com que Roglic começou a destacar-se quando chegou ao World Tour e de ser, sem dúvida, um dos melhores do mundo, Pogacar vai-se afirmando também na especialidade.

Pogacar completou a distância em 31:10 minutos. “Depois do segundo lugar na semana passada, regressar e vencer sabe mesmo bem. Foi um percurso que conhecia muito bem e tinha treinado muito durante a semana”, afirmou o ciclista sobre as quilómetros entre Zgornje Gorje e Pokljuka, perto da fronteira com a Áustria.

E sobre ter o seu companheiro de equipa no pódio a seu lado: “O Jan mostrou que a sua forma está a melhorar. Ele trabalhou muito para mim na semana passada na corrida de fundo e conseguir o bronze é também muito bom para a equipa.”

Senda vencedora

O que mais vai impressionando neste dois ciclistas eslovenos, Pogacar e Roglic, é a quantidade de corridas que estão a vencer. Roglic está a fazer as primeiras provas do ano – ainda não tinha competido em 2020 antes dos Nacionais -, tendo então começado com o título nacional e agora um segundo lugar, mas há que não esquecer que em 12 corridas em 2019, venceu seis, mais umas etapas pelo meio.

Pogacar também tem muito para recordar daquela que foi a sua estreia no World Tour (precisamente em 2019), a começar pela sua primeira vitória na Volta ao Algarve. Primeiro no Alto da Fóia e depois na geral. Foi ainda mostrar toda a sua classe na Volta à Califórnia antes de obrigar Roglic a partilhar protagonismo na Vuelta.

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E é impossível não recordar que em 2017, Roglic também venceu a Algarvia, no que acabou por ser o arranque de um impressionante currículo em corridas de uma semana.

Este ano, Pogacar tem estado mais ação que o compatriota. Ganhou a Volta à Comunidade Valenciana, mais duas etapas, foi segundo na Volta aos Emirados Árabes Unidos, tendo ganho a etapa rainha e a classificação da juventude e agora revalidou o título nacional de contrarrelógio.

Tanto Pogacar como Roglic vão ao Tour. E muito se pode estar a falar de Egan Bernal, Chris Froome e a toda poderosa Ineos, mas já poucos duvidam que estes dois eslovenos não vão passar despercebidos na Volta a França, mesmo que, no caso de Roglic, até tenha de partilhar (pelo menos inicialmente) a liderança com Tom Dumoulin e Steven Kruijswijk.

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