Cinco anos depois, Rui Costa regressou aos Campeonatos Nacionais para conquistar novamente o título, tal como havia feito em Braga, em 2015. Em Paredes teve de sprintar para conquistar a vitória, frente a um Daniel Mestre em boa forma, mesmo que não tenha o mesmo ritmo competitivo do adversário. Foi uma corrida tática, com um final emocionante e que vê a camisola de campeão regressar ao World Tour, tal como irá acontecer com a de contrarrelógio, que ficou com Ivo Oliveira.

- - - Pub - - -

Cube Stereo Hybrid HPC 160

Foi aos 80 quilómetros da meta, dos 165,6 da corrida em Paredes, que a corrida ficou lançada. Alguns dos candidatos atacaram. Aos poucos formou-se o grupo da frente, com a W52-FC Porto a ter quatro homens. Ivo Oliveira teve de se esforçar para se juntar ao irmão Rui e a Rui Costa para garantir que a UAE Team Emirates tinha a sua representação completa. E foi um elemento valioso na luta tática entre a equipa do World Tour e a equipa portuguesa, que tem dominado a Volta a Portugal (e não só) no panorama nacional.

Com os homens de azul e branco a atacarem à vez, os gémeos tiveram de se aplicar para anular qualquer tentativa de deixar Rui Costa para trás. Não admira que, no final, merecessem o elogio do eventual vencedor: “O Rui esteve praticamente em todos os ‘cortes’. Já na fase mais decisiva, o Ivo fez um esforço enorme, vindo de trás para a frente, com uma volta brilhante. Os dois foram excecionais.”

© João Fonseca Photographer

A cerca de cinco quilómetros da meta, Rui Costa assumiu a responsabilidade de ir para a frente. Só Daniel Mestre conseguiu acompanhá-lo. Depois foi sprintar por um título que voltou a escapar à W52-FC Porto. Já em 2019, em Melgaço, a equipa do Sobrado colocou dois homens no pódio. Ricardo Mestre e António Carvalho foram segundo e terceiro respetivamente, com José Mendes a ser o campeão. A camisola até acabou por ir para a equipa quando Mendes trocou o Sporting-Tavira (agora Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) pela W52- FC Porto.

Desta feita, em Paredes, foi Daniel Mestre segundo e o outro sprinter da equipa, Francisco Campos, cortou a meta 28 segundos depois, para garantir o terceiro posto.

© João Fonseca Photographer

As declarações

Rui Costa contou como enfrentou os metros finais: “Quis sprintar desde a frente. A 300 metros eu vinha atrás do Daniel, mas passeio-o porque quis lançar o sprint da dianteira. O Daniel, muito valente, deu guerra até à meta, acabei por ganhar por um palmo.”

Apesar de já ter feito a Strade Bianche e a Volta à Polónia, ao contrário de Daniel Mestre que não competia numa prova de fundo desde a Volta ao Algarve, em fevereiro, Rui Costa admitiu que não foi uma corrida fácil. “Correr em Portugal não é fácil, apesar de virmos com muito mais ritmo competitivo. Foi uma prova muito bem disputada, sempre num ritmo alto. Vi que o Daniel Mestre estava forte logo no momento em que nos unimos ao grupo da frente. Quando ataquei, o Daniel veio comigo e ficámos juntos até ao fim. Voltar a correr além fronteiras com a camisola de campeão nacional é muito importante e um grande orgulho.”

© João Fonseca Photographer

Quanto a Daniel Mestre, quer olhar para este segundo lugar como uma forma de motivação. “Se o Rui Costa viu que eu estava forte eu também percebi que ele estava muito bem, como sempre está. Vim com ambição de lutar pela vitória. A nossa equipa tinha superioridade numérica, o Rui tem a vantagem de chegar com mais dias de competição. As condições eram ela por ela. Foi uma luta até ao fim e há que dar os parabéns ao vencedor. Nos campeonatos nacionais os piores lugares são o segundo e o quarto, o que fica atrás do vencedor e o que não ganha qualquer medalha. Coube-me o segundo, mas sendo atrás do Rui Costa dá-me motivação para as próximas competições”, referiu.

LÊ TAMBÉM:  A evolução da BH Ultralight EVO

Classificação completa, via FirstCycling.

A próximas corridas

Rui Costa segue para a França, onde já esta terça-feira começa o Tour du Limousin-Nouvelle Aquitaine. Terá a seu lado Rui Oliveira. Depois o campeão nacional fará a Bretagne Classic-Ouest-France (dia 25), antes de começar a pensar nas clássicas das Ardenas, no final de Setembro, princípio de Outubro. A época termina na Vuelta.

Por cá, haverá competição daqui a duas semanas, mas entretanto espera-se conhecer mais sobre a Volta a Portugal. Este domingo foi anunciada a segunda etapa, que arrancará precisamente de Paredes, com final na mítica Senhora da Graça.

Calendário nacional: 

  • 5 e 6 de Setembro: Qualificações Inter-Regionais para o Campeonato Nacional de Rampa
  • 13 de Setembro: Campeonato Nacional de Rampa: todas as categorias de Cadetes a Masters
  • 19 e 20 de Setembro: GP Internacional de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho
  • 19 e 20 de Setembro: Campeonato Nacional de Contrarrelógio para camadas jovens, femininas e masters
  • 27 de Setembro a 5 de Outubro: Volta a Portugal
  • 10 e 11 de Outubro: Grande Prémio O Jogo
  • 13 a 18 de Outubro: Grande Prémio Jornal de Notícias

GoRide

Subscreve a Newsletter GoRide!

Todos os artigos diretamente no teu email.