Peter Sagan e a Bora-Hansgrohe decidiram manter a palavra dada à RCS Sport, empresa organizadora da Volta a Itália. O tricampeão do mundo vai mesmo ao Giro, falhando assim as clássicas do pavé, incluindo os monumentos Volta a Flandres e Paris-Roubaix.

“Tínhamos objetivos claros para o que esperávamos sobre os nossos líderes e não mudaram muito. Vamos fazer o Tour com o Emanuel [Buchmann] como capitão e apontamos a um pódio ou ficar próximo do pódio. O Peter também fará a Volta a França e tentará lutar pela camisola verde. Vamos tentar igualmente ganhar um monumento. A única diferença que temos são as clássicas. É complicado com o Giro ao mesmo tempo”, explicou o diretor desportivo, Enrico Poitschke, citado pelo Cyclingnews.

Ralph Denk, o responsável máximo da Bora-Hansgrohe, considerou que o calendário que a UCI apresentou para o recomeço da temporada após a paragem forçada devido à pandemia de covid-19, não foi justo para o Giro.

Várias clássicas e até alguns dias da Vuelta coincidem com a grande volta italiana, que se realiza de 3 a 25 de outubro. Algo que não acontece com o Tour, que este ano vai começar a 29 de agosto. “Eu dei a minha palavra ao Giro que o Peter ia participar e o Peter também o fez”, realçou Denk.

Apesar de não estar nos dois monumentos do pavé, que já venceu, Sagan mantém-se focado naquele que lhe tem escapado tantas vezes. O eslovaco vai estar na Milão-Sanremo, depois de começar a época na Strade Bianche (outra prova que quer muito conquistar) e na clássica Milão-Turim. Depois de Sanremo, Sagan viajará para França, onde participará no Critérium du Dauphiné e no Tour. Aqui irá à procura da oitava camisola verde dos pontos e de mais umas etapas (já soma 12).

No entanto, no Tour, a Bora-Hansgrohe levará Emanuel Buchmann para lutar pela geral. O objetivo passará, segundo os responsáveis da equipa, por lutar pelo pódio ou, pelo menos, terminar muito perto dele. No Giro, Sagan fará a sua estreia e uma vitória de etapa fará com que entre para o clube dos ciclistas que venceram tiradas nas três grandes.

Mas o ciclista, de 30 anos, também quer sair de Itália com a camisola dos pontos. E para preparar melhor esta grande volta, Sagan poderá abdicar dos Mundiais. O terreno montanhoso na Suíça não atrai o eslovaco.