Com um palmarés que já conta com várias importantes vitórias, incluindo um monumento (Milano-Sanremo) e vitórias na Volta a França, além de ter vestido de amarelo, Julian Alaphilippe era um daqueles ciclistas que se imaginava que, mais tarde ou mais cedo, conquistaria o título mundial. Fê-lo num 2020 muito diferente da época passada, durante a qual o francês venceu, venceu, venceu. Este ano parecia faltar algo aos seus famosos ataques, mas em Imola, finalmente resultou.

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Aos 28 anos, Alaphilippe veste a camisola arco-íris, sempre a pensar no seu pai, que faleceu há pouco tempo. “Um dia de sonho”, confessou um francês muito emocionado, de tal forma que as palavras não saíam facilmente. Os companheiros da seleção francesa mereceram, sem surpresa, um agradecimento, pois ajudaram a preparar o ataque, quando muitos estava de olho no belga Wout van Aert.

A boa forma do Tour continua, mas Van Aert não pode fazer tudo sozinho, depois da sua equipa muito ter perseguido quem tentou uma fuga. Sem grande ajuda de quem estava no pequeno grupo de perseguição a Alaphilippe, restou-lhe sprintar pelo segundo lugar. E conseguiu. Dois segundos em Imola, pois havia sido batido por Filippo Ganna no contrarrelógio. A fechar o pódio ficou o suíço Marc Hirschi, mais um ciclista que esteve em destaque no Tour. Ambos ficaram a 24 segundos de Alaphilippe, que sucedeu ao dinamarquês Mads Pedersen.

Mundiais sem sucesso para Portugal

Não foram uns Mundiais felizes para a Equipa Portugal. Rui Costa (campeão do mundo em 2013), Nelson Oliveira, Rúben Guerreiro e Ivo Oliveira tinham como o objectivo alcançar mais um top dez. Porém, a corrida não decorreu como o esperado, a começar logo com a avaria de Guerreiro na pior das alturas.

“O Rúben trocou de bicicleta. Ainda esteve perto de reentrar, mas, quando o grupo acelerou, teve nova avaria e perdeu todas as possibilidades, sendo um dos nossos homens que poderia estar mais perto da frente”, explicou o seleccionador José Poeira, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Guerreiro acabaria por abandonar.

Rui Costa, manteve-se no grupo da frente até à última das nove voltas do circuito – com princípio e fim no Autódromo Enzo e Dino Ferrari (258,2 quilómetros), mas não conseguiu intrometer-se nas movimentações que acabaram por ditar o desfecho da corrida. O poveiro foi 26º classificado, a 2:03 minutos. Nelson Oliveira foi 38º, a 8:49, e Ivo Oliveira terminou na 88ª posição, a 32:08.

No contrarrelógio, Nelson ficou à porta do top 10. Foi 11º, a 1:15 minutos de Ganna, enquanto o outro Oliveira, Ivo, participou pela primeira vez num Mundial como ciclista de elite. Fechou em 34º, a 3:23 do vencedor.

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De referir ainda que nas senhoras, sem participação portuguesa, Anna van der Breggen foi rainha. Ganhou pela primeira na carreira o título mundial de contrarrelógio (uma das poucas grandes vitórias que lhe faltam num invejável palmarés), fechando a passagem por Imola com o segundo título de fundo.

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