Com o regresso das corridas a aproximar-se, com os estágios a decorrerem, há, no entanto, uma preocupação crescente nas equipas que contam com americanos ou ciclistas da América Latina. Conhecidas as restrições de voos para países da União Europeia, são muitos os atletas que não sabem se vão conseguir viajar para o Velho Continente a tempo de competir. Ian Garrison, por exemplo, está a viver um pesadelo.

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O jovem americano, de 22 anos, está em época de estreia no World Tour. Já não bastava ter visto as provas serem suspensas devido à pandemia, agora foi barrado no aeroporto, quando pretendia viajar de Atlanta para Amesterdão. Garrison deveria juntar-se ao estágio da Deceuninck-QuickStep, mas agora não sabe quando vai poder entrar na Europa.

“Fui ao aeroporto na quarta-feira e basicamente mandaram-me embora no balcão porque não tinha nenhum tipo de documento governamental oficial”, explicou Garrison ao VeloNews. “Estamos agora no processo de falar com diferentes embaixadas, para ver se conseguimos uma aprovação e os documentos oficiais que me permitam viajar para a Europa”, acrescentou.

Garrison tinha um documento da sua equipa a explicar que é um atleta de alta competição e porque razão tinha de estar na Europa, mas não foi suficiente. Já Will Barta, da CCC, espera não ter o mesmo problema. Tem um visto de residência em França, o que lhe deverá ser suficiente para regressar a 12 de julho, como planeou. “Mas nunca se sabe. Tudo muda tão rápido. As coisas não estão muito bem nos EUA atualmente. Nunca se sabe o que pode mudar no último minuto”, desabafou Barta ao VeloNews.

A maioria dos americanos voltaram ao EUA durante o mês de março, antes das fronteiras fecharem e da maioria dos voos serem suspensos. Alguns nem terminaram o Paris-Nice para antecipar o regresso a casa. Só Sepp Kuss (Jumbo-Visma) e Chad Haga (Sunweb), permaneceram na Europa, segundo o Cyclingnews.

Porém, Tejay Van Garderen (EF Pro Cycling), Ben King (NTT) e Larry Warbasse (AG2R), por exemplo, conseguiram entretanto regressar a território europeu, pois têm residências em Espanha, Itália e França, respetivamente.

Ao todo são quase 60 ciclistas americanos à procura de regressar à Europa, entre homens e mulheres.

Um voo para trazer colombianos e talvez Carapaz

A Colômbia é mais um país que está na lista da União Europeia, tal como os EUA. Esta restrição é uma enorme dor de cabeça para várias equipas. Nos últimos anos, foram muitos os colombianos que chegaram ao mais alto nível ou estão em equipas do segundo ou terceiro escalão.

Egan Bernal (Ineos), vencedor da Volta a França em 2019, é dos que está à espera de solução para poder viajar para a Europa. Mais uma vez, o visto de residência poderá ser essencial para permitir que os colombianos possam juntar-se às suas equipas.

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O VeloNews escreve que as autoridades daquele país reservaram um voo charter de Bogotá para Madrid, no dia 19 de julho. Nele deverão viajar, além de Bernal, Nairo Quintana (Arkéa Samsic), Rigoberto Uran (EF Pro Cycling), Esteban Chaves (Mitchelton-Scott), entre muitos outros. Todos terão de fazer o teste à covid-19.

Mas há um equatoriano desejoso de aproveitar a boleia. Richard Carapaz – ciclista agora da Ineos e que venceu o Giro no ano passado -, estará a tentar deslocar-se do Equador para a Bogotá, para viajar no mesmo voo que os colombianos. Contudo, também não é missão fácil.

O calendário World Tour recomeça a 1 de agosto com a Strade Bianche, mas a 28 de julho vai para a estrada a Volta a Burgos, em Espanha, onde já estarão vários ciclistas das grandes equipas.

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